HFCF - Hospital Federal Cardoso Fontes (RJ) — Prova 2016
A colisão de veículos, por impacto na traseira, pode ocasionar lesão de:
Colisão traseira → Mecanismo de chicote (whiplash) → Lesão coluna cervical.
Em colisões traseiras, o mecanismo de aceleração-desaceleração súbita da cabeça e pescoço, conhecido como "efeito chicote" (whiplash), é a principal causa de lesões na coluna cervical. Isso ocorre devido à inércia do tronco e à movimentação brusca da cabeça.
As colisões de veículos são uma das principais causas de trauma, e o tipo de impacto determina o padrão de lesões. As colisões traseiras são particularmente associadas ao mecanismo de "chicote" (whiplash), onde a cabeça é rapidamente arremessada para trás e depois para frente, causando uma hiperextensão e hiperflexão bruscas da coluna cervical. Este movimento pode resultar em lesões nos ligamentos, músculos, discos intervertebrais e, em casos mais graves, nas vértebras cervicais. A fisiopatologia da lesão por chicote envolve o estiramento e compressão dos tecidos moles do pescoço, levando a dor, inflamação e disfunção. Embora a maioria das lesões por chicote seja de tecidos moles e tenha bom prognóstico, é crucial descartar lesões mais graves, como fraturas vertebrais ou lesões medulares, especialmente em pacientes com déficits neurológicos, dor intensa ou fatores de risco. A avaliação inicial deve incluir a estabilização da coluna cervical e um exame neurológico detalhado. Para residentes, é fundamental reconhecer o mecanismo de lesão e as possíveis consequências de uma colisão traseira. A suspeita de lesão cervical deve ser alta, e a abordagem deve seguir os protocolos de trauma, como o ATLS (Advanced Trauma Life Support), com imobilização adequada e avaliação sistemática. O manejo pode variar de tratamento conservador (analgesia, fisioterapia) a intervenções cirúrgicas em casos de instabilidade ou compressão medular.
Os sintomas incluem dor e rigidez no pescoço, cefaleia, tontura, parestesias nos braços e ombros, e, em casos mais graves, disfunção neurológica. Podem surgir horas ou dias após o trauma.
O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, e pode ser complementado por exames de imagem como radiografias, tomografia computadorizada ou ressonância magnética para descartar fraturas ou lesões ligamentares graves.
A conduta inicial envolve imobilização da coluna cervical com colar cervical, analgesia, e avaliação neurológica completa. Exames de imagem são indicados conforme a gravidade e os achados clínicos.
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