HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2021
Maria, 28 anos, é levada à Pronto Socorro Municipal pela população local devido a ferimento cervical por linha de cerol. Admitida consciente, verbalizando, bom padrão respiratório, frequência cardíaca de 131 bpm, pressão arterial de 110x60 mmHg, com grande ferimento cervical lateral esquerdo, na zona II, com sangramento ativo. Qual é a melhor conduta a ser adotada pelo plantonista?
Trauma cervical com sangramento ativo → ABCDE, compressão direta, acessos venosos, reanimação volêmica e transferência urgente.
Em trauma cervical com sangramento ativo e sinais de choque (taquicardia, hipotensão relativa), a prioridade é estabilizar o paciente seguindo o ABCDE do trauma, controlar o sangramento com compressão direta, garantir acessos venosos e iniciar reposição volêmica antes da transferência para um centro especializado. A via aérea, embora importante, não é a prioridade imediata se o paciente está verbalizando e com bom padrão respiratório.
O trauma cervical é uma emergência médica que exige avaliação e manejo rápidos devido à proximidade de estruturas vitais como via aérea, vasos sanguíneos importantes e medula espinhal. Ferimentos por linha de cerol, embora incomuns, podem causar lesões graves. A abordagem inicial segue os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), priorizando a avaliação primária e a estabilização do paciente. A fisiopatologia envolve a perda sanguínea rápida, levando a choque hipovolêmico, e o risco de comprometimento da via aérea por edema ou hematoma. O diagnóstico inicial é clínico, com foco na identificação de sinais de choque, comprometimento da via aérea e lesões associadas. A zona II do pescoço é particularmente crítica, pois abriga a maioria das estruturas vitais e é a mais frequentemente lesada, exigindo uma investigação cuidadosa. O tratamento inicial consiste em controle da hemorragia por compressão direta, garantia de via aérea (se necessário), estabelecimento de acessos venosos calibrosos e início de reanimação volêmica com cristaloides. A transferência para um centro de trauma é fundamental para avaliação especializada e manejo definitivo das lesões. A observação contínua é crucial, pois o estado do paciente pode deteriorar rapidamente.
As zonas do pescoço são divisões anatômicas que guiam a investigação de lesões. A Zona I (clavícula ao cricoide), Zona II (cricoide ao ângulo da mandíbula) e Zona III (ângulo da mandíbula à base do crânio) indicam diferentes riscos e abordagens diagnósticas.
A prioridade é o controle do sangramento externo através de compressão direta, seguido pela garantia de via aérea, ventilação, acessos venosos calibrosos e reanimação volêmica, conforme o protocolo ATLS.
A intubação é indicada se houver comprometimento da via aérea (obstrução, edema progressivo, hematoma expansivo), Glasgow < 8, ou incapacidade de manter oxigenação/ventilação adequadas, não sendo a primeira medida em paciente consciente e verbalizando.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo