HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023
Homem de 20 anos caiu de uma altura de três metros e sofreu trauma cervical e cefálico. Na sala de trauma, evolui com diminuição da escala de coma de Glasgow de 13 para 8 e, ao exame físico, apresentou grande hematoma, expansivo e pulsátil, em região cervical direita. Nesse caso, a conduta mais correta é:
Trauma cervical + hematoma pulsátil/expansivo + Glasgow ↓ → Intubação + Cervicotomia exploradora.
A prioridade no trauma é a via aérea. Um hematoma cervical expansivo e pulsátil, especialmente com deterioração neurológica, sugere lesão vascular grave que pode comprometer a via aérea e requer exploração cirúrgica imediata após estabilização da via aérea.
O trauma cervical é uma emergência médica que exige avaliação rápida e manejo eficaz, especialmente quando há comprometimento da via aérea ou suspeita de lesão vascular. A epidemiologia mostra que traumas de alta energia são causas comuns, e a identificação precoce de lesões graves é crucial para a sobrevida e redução de sequelas. A fisiopatologia de um hematoma cervical expansivo e pulsátil após trauma sugere lesão de grandes vasos (carótida, jugular), que pode levar à compressão da via aérea e deterioração neurológica. O diagnóstico é clínico, com a Escala de Coma de Glasgow auxiliando na avaliação neurológica. A suspeita deve ser alta em pacientes com trauma de pescoço e sinais de expansão ou pulsatilidade. O tratamento inicial foca na estabilização da via aérea (intubação orotraqueal) e controle da hemorragia. A cervicotomia exploradora é o tratamento definitivo para lesões vasculares cervicais graves, permitindo a reparação ou ligadura do vaso. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e intervenção, e da extensão da lesão.
Sinais incluem hematoma cervical expansivo ou pulsátil, sopro cervical, sangramento ativo, e déficits neurológicos focais ou deterioração do nível de consciência, indicando possível lesão arterial ou venosa.
A prioridade absoluta é a estabilização da via aérea, geralmente por intubação orotraqueal, antes de qualquer investigação ou procedimento cirúrgico definitivo, devido ao risco iminente de obstrução.
É indicada em casos de lesão vascular cervical suspeita ou confirmada com instabilidade hemodinâmica, hematoma expansivo, ou comprometimento iminente da via aérea, após a estabilização da via aérea.
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