SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Considere o trauma torácico fechado e assinale a alternativa INCORRETA:
ECG + Troponina normais excluem contusão cardíaca clinicamente significativa; angio-TC não é o padrão-ouro.
A triagem para trauma cardíaco contuso baseia-se em ECG e biomarcadores; a angio-TC é excelente para lesões de grandes vasos, mas não para o parênquima cardíaco funcional.
O trauma torácico fechado exige alta suspeição clínica para lesões ocultas. O pneumotórax pequeno (< 30mm) em pacientes estáveis e não ventilados pode ser observado com segurança. Já o trauma cardíaco contuso é um desafio diagnóstico; a maioria das lesões são arritmias ou disfunções leves que não requerem intervenção cirúrgica, mas sim monitorização. A angio-TC é fundamental para avaliar a aorta e vasos da base, mas sua sensibilidade para contusão miocárdica é baixa. O manejo do hemotórax evoluiu para intervenções minimamente invasivas precoces (VATS), reduzindo drasticamente a morbidade a longo prazo associada ao sangue organizado no espaço pleural.
A exclusão de trauma cardíaco contuso (TCC) clinicamente relevante baseia-se na combinação de Eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações e níveis de troponina. Se o ECG inicial for normal e a troponina for negativa, o valor preditivo negativo para complicações cardíacas graves é próximo de 100%, permitindo a exclusão do diagnóstico sem necessidade de exames de imagem adicionais como angio-TC ou ecocardiograma, a menos que haja instabilidade hemodinâmica inexplicada.
O hemotórax retido é definido pela presença de sangue residual no espaço pleural após a drenagem inicial (geralmente > 300-500 ml ou ocupando mais de 1/3 do hemitórax). A conduta preferencial é a evacuação precoce, idealmente entre o 2º e o 7º dia, através de Cirurgia Torácica Videoassistida (VATS). Isso previne complicações como empiema e fibrothorax, que exigiriam decorticação pulmonar mais complexa posteriormente.
Lesões traqueobrônquicas devem ser suspeitadas em traumas de alta energia com pneumotórax persistente ou grande escape aéreo após drenagem. Embora a TC de tórax possa sugerir a lesão, a broncoscopia é o padrão-ouro para localização e avaliação da extensão. O tratamento é frequentemente cirúrgico, especialmente em lesões maiores que 1/3 da circunferência ou que impedem a reexpansão pulmonar, embora pequenas lesões em pacientes estáveis possam ser manejadas conservadoramente.
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