Lesão de Bexiga Extraperitoneal: Diagnóstico e Conduta

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2024

Enunciado

Paciente de 23 anos, vítima de colisão moto x auto, apresenta dor à palpação pélvica e hematúria. Estável hemodinamicamente, acordado. FAST negativo com tomografia de crânio e cervical sem lesões. Segue uretrocistografia abaixo: O mecanismo do trauma e a conduta nesse caso são, respectivamente:

Alternativas

  1. A) Fratura de pelve com lesão extraperitoneal de bexiga. Rafia por vídeo.
  2. B) Lesão de desaceleração em junção ureterovesical. Rafia aberta.
  3. C) Fratura de pelve com lesão intraperitoneal de bexiga. Rafia aberta.
  4. D) Fratura de pelve com lesão intraperitoneal de bexiga. Rafia por vídeo.
  5. E) Fratura de pelve com lesão extraperitoneal de bexiga. Sondagem vesical.

Pérola Clínica

Lesão extraperitoneal de bexiga por trauma pélvico → sondagem vesical por 7-14 dias.

Resumo-Chave

Lesões extraperitoneais da bexiga, frequentemente associadas a fraturas pélvicas, são geralmente tratadas de forma conservadora com drenagem vesical contínua por sonda Foley por 7 a 14 dias. A rafia cirúrgica é reservada para lesões intraperitoneais ou extraperitoneais complexas.

Contexto Educacional

Lesões da bexiga urinária são complicações comuns de traumas pélvicos, especialmente em colisões de alto impacto, como acidentes de moto. A hematúria é o sinal mais consistente de lesão do trato urinário inferior. A avaliação inicial de um paciente traumatizado deve incluir a estabilização hemodinâmica e a pesquisa de lesões associadas, sendo este um tema crucial para residentes de cirurgia geral e urologia. A fisiopatologia da lesão de bexiga em trauma pélvico está frequentemente relacionada à compressão da bexiga cheia contra a sínfise púbica ou à laceração por fragmentos ósseos de fraturas pélvicas. A uretrocistografia retrógrada é o exame padrão-ouro para o diagnóstico, permitindo diferenciar lesões intraperitoneais (que requerem reparo cirúrgico) de extraperitoneais. A suspeita deve ser alta em pacientes com trauma pélvico e hematúria. O tratamento depende do tipo e extensão da lesão. Lesões extraperitoneais de bexiga, como as frequentemente associadas a fraturas pélvicas, são geralmente manejadas de forma conservadora com sondagem vesical por 7 a 14 dias para permitir a cicatrização. A rafia cirúrgica é indicada para lesões intraperitoneais, lesões extraperitoneais complexas ou aquelas que não cicatrizam com o tratamento conservador. O prognóstico é geralmente bom com o manejo adequado.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas de lesão de bexiga após trauma?

Os sinais e sintomas de lesão de bexiga após trauma incluem dor suprapúbica, hematúria macroscópica ou microscópica, incapacidade de urinar, distensão abdominal e, em casos de lesão intraperitoneal, sinais de peritonite.

Como diferenciar uma lesão de bexiga intraperitoneal de uma extraperitoneal?

A diferenciação é feita pela uretrocistografia retrógrada. Lesões intraperitoneais mostram extravasamento de contraste para a cavidade peritoneal, enquanto as extraperitoneais mostram extravasamento confinado ao espaço perivesical, geralmente associado a fraturas pélvicas.

Qual a conduta para lesões extraperitoneais de bexiga?

A conduta para lesões extraperitoneais de bexiga é geralmente conservadora, consistindo na drenagem vesical contínua por sonda Foley por 7 a 14 dias. A cirurgia é indicada apenas em casos específicos, como lesões associadas do colo vesical, lesões vaginais ou grandes extravasamentos que não drenam adequadamente.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo