HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2020
Em um paciente com trauma arterial de membro inferior, com ferida aberta e suja, qual o melhor substituto para artéria poplítea?
Trauma arterial em ferida suja → veia safena interna invertida contralateral é o melhor substituto autólogo.
Em trauma arterial de membro inferior com ferida aberta e suja, o enxerto autólogo de veia safena interna invertida contralateral é a escolha preferencial para reconstrução da artéria poplítea devido à sua resistência à infecção e compatibilidade.
O trauma arterial de membros inferiores é uma emergência cirúrgica que exige rápida identificação e reparo para evitar isquemia e perda do membro. A escolha do material para reconstrução vascular é crítica, especialmente em cenários de ferida aberta e contaminada, onde o risco de infecção é elevado. A artéria poplítea é particularmente vulnerável a traumas devido à sua localização anatômica. Em situações de trauma arterial com ferida aberta e suja, a prioridade é utilizar um enxerto que minimize o risco de infecção e garanta a patência a longo prazo. Enxertos autólogos, como a veia safena interna, são a melhor opção devido à sua biocompatibilidade e resistência à infecção, em contraste com próteses sintéticas (Dacron, PTFE) que são altamente suscetíveis à infecção em ambientes contaminados. A veia safena interna invertida contralateral é a escolha ideal, pois permite a obtenção de um segmento de veia de bom calibre e comprimento adequado, sem comprometer o sistema venoso do membro lesionado e garantindo que o enxerto seja colhido de uma área não contaminada. A inversão da veia é necessária para que as válvulas venosas não impeçam o fluxo arterial.
A veia safena interna é preferencial por ser um enxerto autólogo, o que minimiza a rejeição e oferece maior resistência à infecção, características cruciais em ambientes de ferida contaminada.
Usar a veia safena contralateral preserva a veia do membro afetado, que pode ter sido danificada ou ser necessária para futuras intervenções, além de garantir um enxerto em área não contaminada.
O uso de próteses sintéticas em feridas contaminadas aumenta significativamente o risco de infecção do enxerto, trombose, pseudoaneurisma e falha da reconstrução, levando a complicações graves como amputação.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo