UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2025
Quando não é possível o reparo das lesões de artéria poplítea de forma primária, isenta de tensão, a melhor forma de tratamento é o uso de:
Lesão de artéria poplítea com tensão no reparo primário → Enxerto de veia safena invertida (padrão-ouro).
No trauma vascular, a tensão na anastomose primária predispõe à estenose e trombose. A veia safena autóloga é superior aos materiais sintéticos, especialmente em zonas de flexão como o joelho.
O trauma da artéria poplítea é uma emergência cirúrgica com alto risco de perda de membro devido à circulação colateral precária ao redor do joelho. O princípio fundamental do reparo vascular é a restauração do fluxo sem tensão. Quando o desbridamento das bordas lesionadas resulta em um gap que impede a anastomose primária, a interposição de um conduto é mandatória. A veia safena magna, colhida preferencialmente do membro contralateral para não comprometer o retorno venoso do membro traumatizado, continua sendo o substituto vascular ideal devido à sua endotelização biológica e propriedades antitrombóticas.
A veia safena magna autóloga apresenta melhores taxas de patência a longo prazo, maior resistência a infecções (comum em traumas abertos) e melhor adaptabilidade mecânica em zonas de flexão articular, como o oco poplíteo, onde próteses sintéticas tendem a acotovelar ou sofrer fadiga de material.
O reparo primário (termino-terminal) é contraindicado quando há perda segmentar de tecido arterial que impeça a aproximação das bordas sem tensão excessiva. A tensão na linha de sutura leva à isquemia da parede arterial, deiscência ou estenose cicatricial tardia.
A inversão é necessária para que as válvulas venosas não obstruam o fluxo sanguíneo arterial. Alternativamente, pode-se usar a técnica 'in situ' com valvulótomo, mas a técnica invertida é o padrão em urgências traumáticas pela rapidez e simplicidade.
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