USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2024
Homem de 23 anos é levado ao pronto-socorro após sofrer queda de motocicleta. Ao exame inicial é feito o atendimento conforme o protocolo ATLS. O paciente apresenta confusão mental e está estável hemodinamicamente. Ele é encaminhado à tomografia de crânio, tórax e abdome e obtém-se a imagem mostrada a seguir: Sobre o trauma de aorta, é correto afirmar:
Pseudoaneurisma de aorta traumático → Risco de rotura iminente → Tratamento endovascular (TEVAR) preferencial.
O trauma de aorta ocorre frequentemente no istmo. Lesões grau II (hematoma intramural) ou III (pseudoaneurisma) exigem intervenção, sendo a via endovascular a primeira escolha pela menor morbimortalidade.
O trauma de aorta é uma emergência cirúrgica de alta mortalidade pré-hospitalar. No ambiente hospitalar, a angiotomografia computadorizada é o padrão-ouro para diagnóstico e classificação. A classificação de Vancouver ou de Azizzadeh ajuda a definir a conduta: lesões mínimas de íntima (grau I) podem ser manejadas conservadoramente, enquanto lesões maiores exigem intervenção. A evolução tecnológica consolidou o tratamento endovascular como padrão-ouro, reservando a cirurgia aberta para casos de anatomia desfavorável ou falha endovascular. O manejo multidisciplinar, incluindo controle de danos e priorização de lesões com risco de vida imediato, é fundamental no paciente politraumatizado.
A localização mais frequente é o istmo aórtico, logo após a emergência da artéria subclávia esquerda. Isso ocorre devido à fixação da aorta descendente pelo ligamento arterioso, enquanto o arco permanece móvel, gerando forças de cisalhamento durante desacelerações bruscas no trauma fechado.
O tratamento endovascular (TEVAR) é indicado em lesões grau II (hematoma intramural), III (pseudoaneurisma) e IV (ruptura livre). É a via preferencial devido à menor taxa de complicações paraplégicas e menor mortalidade em comparação à toracotomia aberta, especialmente em pacientes politraumatizados estáveis.
Até a correção definitiva, deve-se manter um controle rigoroso da pressão arterial (alvo sistólico entre 100-120 mmHg) e da frequência cardíaca (alvo < 60-80 bpm) para reduzir a tensão na parede aórtica (dP/dt) e o risco de expansão ou ruptura da lesão.
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