HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2023
Homem, 47 anos, vítima de queda de andaime na altura de 2 andares. Trazido pelo SAMU em prancha rígida com colar cervical. Na admissão, é informado que a queda foi de pé e que existe desvio e imobilização em ambos os tornozelos. O paciente apresenta sinais vitais normais e pulsos presentes em ambos os MMII. Assinale a afirmativa correta:
Queda de altura + fratura de calcâneo/tornozelo → alta suspeita de fratura de coluna vertebral. TC de coluna obrigatória.
Quedas de altura, especialmente com fraturas em calcâneos ou tornozelos (fraturas de 'salto'), são mecanismos de trauma de alta energia que aumentam significativamente a suspeita de fraturas compressivas da coluna vertebral, principalmente toracolombar. A avaliação radiológica com tomografia computadorizada é obrigatória para excluir lesões ocultas.
Traumas de alta energia, como quedas de altura significativas, impõem forças compressivas axiais que podem resultar em lesões em múltiplos locais. A presença de fraturas em calcâneos, tornozelos ou platôs tibiais (as chamadas fraturas de 'salto') é um forte indicativo de que o paciente sofreu um impacto axial considerável, aumentando a suspeita de fraturas por compressão na coluna vertebral, especialmente na transição toracolombar (T12-L1), que é uma área de grande mobilidade e estresse. A avaliação inicial do paciente traumatizado segue o protocolo ATLS (Advanced Trauma Life Support), que prioriza a estabilização da via aérea, respiração e circulação, enquanto se mantém a imobilização da coluna cervical. No entanto, a avaliação da coluna não pode ser apenas clínica em traumas de alta energia. A dor pode ser mascarada por outras lesões ou alteração do nível de consciência. A tomografia computadorizada da coluna vertebral é o exame de imagem de escolha para a avaliação de fraturas em pacientes com trauma de alta energia, pois oferece maior sensibilidade e especificidade para detectar lesões ósseas e avaliar a estabilidade da coluna em comparação com as radiografias simples. A prancha rígida, embora importante para o transporte, deve ser removida o mais rápido possível após a exclusão de lesões instáveis, para evitar complicações como úlceras de pressão e desconforto.
Sinais de alerta incluem mecanismo de trauma de alta energia (quedas de altura, acidentes automobilísticos), dor na coluna, déficits neurológicos, deformidade vertebral ou fraturas em locais específicos como calcâneo.
A tomografia computadorizada oferece melhor detalhamento ósseo e é superior à radiografia simples na detecção de fraturas vertebrais, especialmente em casos de trauma de alta energia, onde lesões ocultas são comuns.
A prancha rígida deve ser mantida até que a coluna vertebral seja completamente avaliada e lesões instáveis sejam excluídas, idealmente com exames de imagem, ou até que o paciente possa ser mobilizado com segurança.
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