HIFA - Hospital Materno Infantil Francisco de Assis (ES) — Prova 2023
Um paciente hipotenso sofreu múltiplos ferimentos por arma branca no abdome. Na sala de operação evidencia laceração transversa de toda a extensão do estômago e lesão esplênica de menor gravidade. Considerando esse caso, a MELHOR maneira de tratar as perfurações gástricas, do paciente, é com:
Trauma abdominal penetrante com laceração gástrica → fechamento primário é a conduta de escolha.
Em lesões gástricas por trauma, o fechamento primário é geralmente suficiente devido à rica vascularização e à capacidade de cicatrização do estômago, além de seu conteúdo estéril. Ressecções são reservadas para lesões extensas ou necróticas.
O trauma abdominal penetrante é uma emergência cirúrgica comum, e as lesões gástricas, embora menos frequentes que as de intestino delgado, requerem manejo rápido e eficaz. A identificação precoce e a intervenção adequada são cruciais para prevenir complicações como peritonite e sepse. A incidência de lesões gástricas em trauma abdominal penetrante varia, mas sua presença indica alta energia do trauma. O diagnóstico de lesão gástrica é frequentemente feito durante a laparotomia exploradora em pacientes com trauma abdominal penetrante e instabilidade hemodinâmica ou sinais de peritonite. A localização e a extensão da lesão são importantes para definir a conduta. Lesões transversas completas, como a descrita, demandam atenção. O tratamento de escolha para a maioria das lesões gástricas traumáticas é o fechamento primário. Este procedimento é seguro e eficaz devido à rica vascularização do estômago e ao baixo pH que inibe o crescimento bacteriano. Ressecções gástricas mais complexas, como a reconstrução em Y de Roux ou gastrojejunostomia, são reservadas para lesões muito extensas, necróticas ou quando há perda significativa de tecido que impede o fechamento primário.
Sinais incluem dor abdominal, defesa, peritonite, sangramento e, em casos graves, hipotensão. A exploração cirúrgica é frequentemente necessária para diagnóstico definitivo.
O fechamento primário é preferível devido à boa vascularização do estômago, sua capacidade de cicatrização e o baixo risco de infecção em lesões agudas, evitando ressecções desnecessárias.
A ressecção gástrica é indicada apenas para lesões muito extensas, com grande perda de tecido, necrose ou quando o fechamento primário não é tecnicamente viável.
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