SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2022
Homem de 20 anos de idade vítima de perfuração de abdome por arma branca há cerca de 1,5 horas. Foi encaminhado à emergência pelo SAMU apresentando evisceração de epiploon através do ferimento abdominal. O cirurgião de plantão indicou laparotomia exploradora. Ao inventário da cavidade, o cirurgião encontrou um ferimento linear de 5 cm no cólon transverso sem extravasamento de fezes. Marque a alternativa correta sobre a conduta do cirurgião:
Trauma cólon sem extravasamento fecal e estável → Sutura primária é a conduta ideal.
Em traumas de cólon com ferimentos limpos, sem extravasamento fecal significativo, e em pacientes hemodinamicamente estáveis, a sutura primária é a conduta preferencial. Desvios como colostomias são reservados para casos mais complexos ou instáveis.
O trauma abdominal penetrante por arma branca é uma emergência cirúrgica comum, e a avaliação rápida é crucial. A evisceração de epiploon é um sinal de penetração da cavidade abdominal, indicando a necessidade de laparotomia exploradora para identificar e tratar lesões de órgãos internos. No inventário da cavidade, lesões do cólon são frequentes. A decisão sobre a conduta (sutura primária, ressecção e anastomose ou colostomia) depende de múltiplos fatores, incluindo a extensão da lesão, o grau de contaminação fecal, o tempo decorrido desde o trauma, a estabilidade hemodinâmica do paciente e a presença de lesões associadas. Em pacientes hemodinamicamente estáveis, com ferimentos colônicos pequenos (até 50% da circunferência), limpos e sem grande contaminação peritoneal, a sutura primária é a conduta de escolha e segura, evitando a morbidade associada a um estoma. A ressecção e anastomose ou colostomia são reservadas para lesões mais complexas ou pacientes instáveis.
A conduta inicial em trauma abdominal penetrante com evisceração é a estabilização do paciente e a indicação de laparotomia exploradora de emergência para avaliação e reparo das lesões.
A sutura primária é indicada em lesões de cólon de pequeno porte, limpas, sem extravasamento fecal significativo, em pacientes hemodinamicamente estáveis e sem contaminação peritoneal grave.
A colostomia é preferível em lesões de cólon extensas, com grande contaminação fecal, em pacientes instáveis, com múltiplas lesões associadas ou em condições de choque.
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