CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2025
Um homem de 30 anos é admitido no pronto-socorro após sofrer uma perfuração por arma branca na região do epigástrio. Na admissão, ele está confuso, sudoreico e apresenta palidez importante. A pressão arterial medida é de 90/60 mmHg e a frequência cardíaca é de 130 bpm. Foi realizado FAST, que identificou líquido livre na cavidade abdominal. Após a avaliação pelo ABCDE do trauma, qual a conduta mais adequada no manejo deste paciente?
Trauma abdominal penetrante + choque + FAST positivo → Laparotomia exploradora imediata + Protocolo Transfusão Maciça.
Paciente com trauma abdominal penetrante, sinais de choque hipovolêmico e FAST positivo indica hemorragia intra-abdominal grave e ativa. A conduta prioritária é a laparotomia exploradora imediata para controle da fonte do sangramento, juntamente com a ativação do protocolo de transfusão maciça para reverter o choque.
O trauma abdominal penetrante é uma emergência cirúrgica que pode levar rapidamente ao choque hipovolêmico e à morte se não for prontamente diagnosticado e tratado. A avaliação inicial segue os princípios do Advanced Trauma Life Support (ATLS), com foco na estabilização das vias aéreas, respiração e circulação (ABCDE). A identificação de sinais de choque e a presença de líquido livre na cavidade abdominal, confirmada pelo FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma), são indicativos de hemorragia interna grave. A instabilidade hemodinâmica em um paciente com trauma abdominal penetrante e FAST positivo é uma indicação absoluta para laparotomia exploradora de urgência. O objetivo principal é o controle da fonte do sangramento, que pode ser de vasos sanguíneos, órgãos sólidos ou vísceras ocas. A demora na intervenção cirúrgica aumenta significativamente a morbimortalidade. Paralelamente à cirurgia, a ativação do protocolo de transfusão maciça é crucial para reverter o choque hemorrágico. Ferramentas como o Shock Index (razão FC/PAS) e o ABC score (Assessment of Blood Consumption) auxiliam na identificação precoce de pacientes que necessitarão de grandes volumes de hemocomponentes. O manejo agressivo e coordenado entre a equipe de trauma e o banco de sangue é essencial para otimizar os resultados nesses pacientes críticos.
Os sinais de choque hipovolêmico incluem taquicardia, hipotensão, palidez, sudorese, extremidades frias, tempo de enchimento capilar prolongado, alteração do nível de consciência e oligúria. O Shock Index (FC/PAS) elevado é um indicador precoce.
A laparotomia exploradora de urgência é indicada em trauma abdominal para pacientes com instabilidade hemodinâmica, peritonite, evisceração, FAST positivo para líquido livre em paciente instável, ou lesões que exigem reparo cirúrgico imediato.
O protocolo de transfusão maciça é um plano pré-definido para fornecer grandes volumes de hemocomponentes (concentrado de hemácias, plasma fresco congelado e plaquetas em proporções específicas) rapidamente a pacientes com hemorragia maciça. É ativado quando há risco iminente de exsanguinação, geralmente guiado por escores como o ABC score ou Shock Index.
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