UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2021
Paciente do sexo masculino, 25 anos de idade, com história de ferimento abdominal em região mesogástrica provocada por arma branca (faca) há cerca de 1 hora. Apresentase com estabilidade respiratória e hemodinâmica, sem evisceração omental, porém refere dor à palpação abdominal. Em relação ao trauma abdominal penetrante, assinale a alternativa INCORRETA:
Trauma abdominal penetrante: manejo não operatório é possível em casos selecionados de arma branca, se estável e sem peritonite.
Diferentemente do que a alternativa incorreta sugere, o manejo não operatório (MNO) pode ser considerado em pacientes selecionados com trauma abdominal penetrante por arma branca, desde que estejam hemodinamicamente estáveis, sem sinais de peritonite, evisceração ou lesão de víscera oca.
O trauma abdominal penetrante, frequentemente causado por arma branca ou projétil de arma de fogo, representa um desafio diagnóstico e terapêutico significativo. A avaliação inicial foca na estabilidade hemodinâmica do paciente e na presença de sinais de peritonite ou evisceração, que são indicações claras para laparotomia exploradora. Historicamente, a laparotomia exploradora era a conduta padrão para todos os traumas abdominais penetrantes. No entanto, avanços no diagnóstico por imagem e na compreensão da fisiopatologia permitiram o desenvolvimento do manejo não operatório (MNO) em casos selecionados, especialmente em ferimentos por arma branca. O MNO é seguro para pacientes hemodinamicamente estáveis, sem sinais de peritonite, evisceração, ou lesões de vísceras ocas, e que podem ser monitorizados de perto. A decisão pelo MNO exige vigilância rigorosa e exames complementares, como tomografia computadorizada, para descartar lesões significativas. A região anatômica do ferimento também influencia a probabilidade de lesão, sendo os ferimentos na parede abdominal anterior e toracoabdominais de maior risco. O conhecimento dessas nuances é crucial para otimizar o tratamento e evitar laparotomias desnecessárias, reduzindo morbidade.
A laparotomia exploradora é indicada em pacientes com instabilidade hemodinâmica, sinais de peritonite, evisceração, impalamento ou lesão de víscera oca confirmada.
Sim, o manejo não operatório pode ser considerado em pacientes hemodinamicamente estáveis, sem sinais de peritonite, evisceração e com exames complementares que afastem lesões graves.
O trauma toracoabdominal pode causar lesões em ambas as cavidades (torácica e abdominal), incluindo o diafragma, exigindo avaliação cuidadosa e, em pacientes instáveis, a decisão sobre qual cavidade abordar primeiro.
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