AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2026
Caso Clínico: Homem de 22 anos, sofre ferimento por arma branca (faca) em região periumbilical, com as alças do intestino delgado exteriorizadas. Chegou ao pronto atendimento estável e hemodinamicamente normotenso. Qual a melhor conduta?
Evisceração em trauma abdominal penetrante = Laparotomia imediata, independente da estabilidade.
A evisceração é uma indicação absoluta de laparotomia no trauma penetrante, pois indica violação da cavidade e alto risco de lesão de vísceras ocas ou vasculares.
O trauma abdominal penetrante por arma branca (FAB) pode ser manejado de forma conservadora em casos selecionados, mas a evisceração rompe essa possibilidade. Segundo o ATLS, a presença de evisceração, peritonite ou instabilidade hemodinâmica são indicações mandatórias de laparotomia. A estabilidade inicial não exclui lesões que podem evoluir com sepse ou hemorragia tardia. Na prática cirúrgica, a evisceração é considerada um sinal de 'abdome aberto' traumático. O objetivo da laparotomia é identificar lesões de órgãos sólidos, perfurações de vísceras ocas e controlar possíveis fontes de sangramento que não se manifestaram hemodinamicamente devido ao tamponamento temporário ou volume de perda ainda compensado pelo paciente jovem.
A evisceração comprova a penetração peritoneal e associa-se a lesões viscerais em mais de 70-90% dos casos, exigindo reparo cirúrgico imediato para evitar peritonite e complicações sépticas.
Não. A evisceração é indicação direta de bloco cirúrgico; exames de imagem apenas atrasam o tratamento definitivo e aumentam o risco de infecção e sofrimento de alça.
Devem ser cobertas com compressas úmidas e salinas estéreis, sem tentativa de redução forçada no pronto-atendimento para evitar contaminação e lesão iatrogênica.
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