Trauma Abdominal Penetrante: Conduta na Evisceração

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2026

Enunciado

Caso Clínico: Homem de 22 anos, sofre ferimento por arma branca (faca) em região periumbilical, com as alças do intestino delgado exteriorizadas. Chegou ao pronto atendimento estável e hemodinamicamente normotenso. Qual a melhor conduta?

Alternativas

  1. A) Laparotomia emergencial.
  2. B) TC e observação em enfermaria.
  3. C) Antibioticoterapia e jejum por 24 h.
  4. D) Sutura da pele sob anestesia local.
  5. E) Alta ambulatorial com curativo compressivo.

Pérola Clínica

Evisceração em trauma abdominal penetrante = Laparotomia imediata, independente da estabilidade.

Resumo-Chave

A evisceração é uma indicação absoluta de laparotomia no trauma penetrante, pois indica violação da cavidade e alto risco de lesão de vísceras ocas ou vasculares.

Contexto Educacional

O trauma abdominal penetrante por arma branca (FAB) pode ser manejado de forma conservadora em casos selecionados, mas a evisceração rompe essa possibilidade. Segundo o ATLS, a presença de evisceração, peritonite ou instabilidade hemodinâmica são indicações mandatórias de laparotomia. A estabilidade inicial não exclui lesões que podem evoluir com sepse ou hemorragia tardia. Na prática cirúrgica, a evisceração é considerada um sinal de 'abdome aberto' traumático. O objetivo da laparotomia é identificar lesões de órgãos sólidos, perfurações de vísceras ocas e controlar possíveis fontes de sangramento que não se manifestaram hemodinamicamente devido ao tamponamento temporário ou volume de perda ainda compensado pelo paciente jovem.

Perguntas Frequentes

Por que operar se o paciente está estável?

A evisceração comprova a penetração peritoneal e associa-se a lesões viscerais em mais de 70-90% dos casos, exigindo reparo cirúrgico imediato para evitar peritonite e complicações sépticas.

A TC tem papel na evisceração?

Não. A evisceração é indicação direta de bloco cirúrgico; exames de imagem apenas atrasam o tratamento definitivo e aumentam o risco de infecção e sofrimento de alça.

Como manejar as alças exteriorizadas no pré-operatório?

Devem ser cobertas com compressas úmidas e salinas estéreis, sem tentativa de redução forçada no pronto-atendimento para evitar contaminação e lesão iatrogênica.

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