UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2022
Adolescente de 16 anos sofreu um ferimento penetrante por arma branca na região central do abdômen. Exame físico: confusão mental, FC: 152bpm, FR: 28irpm, PA: 80X50 mmHg, abdômen “em tábua”, não permitindo a palpação. As vias aéreas foram estabilizadas, estabelecido aporte de oxigênio e realizada expansão volêmica. A tomografia computadorizada evidenciou líquido na cavidade abdominal. A conduta imediata é:
Trauma abdominal penetrante + instabilidade hemodinâmica + peritonite → Laparotomia exploradora imediata.
Em trauma abdominal penetrante, a presença de instabilidade hemodinâmica (choque), sinais de peritonite ("abdômen em tábua") e líquido livre na cavidade abdominal são indicações absolutas para laparotomia exploradora de emergência, visando controle de hemorragia e reparo de lesões viscerais.
O trauma abdominal penetrante é uma emergência cirúrgica que exige avaliação rápida e tomada de decisão precisa. A principal preocupação é a hemorragia interna e a lesão de órgãos viscerais, que podem levar rapidamente ao choque hipovolêmico e à sepse. A identificação de instabilidade hemodinâmica e sinais de peritonite são cruciais para o manejo. A fisiopatologia envolve a penetração da cavidade abdominal por um objeto (arma branca, projétil), causando lesões diretas a órgãos como intestino, fígado, baço, rins e grandes vasos. A hemorragia e o extravasamento de conteúdo gastrointestinal para a cavidade peritoneal resultam em peritonite e choque. A confusão mental, taquicardia, hipotensão e abdômen "em tábua" são sinais clássicos de choque e peritonite. A conduta imediata em um paciente com trauma abdominal penetrante e instabilidade hemodinâmica, como o descrito, é a laparotomia exploradora de emergência. Este procedimento permite o controle direto da hemorragia, a identificação e reparo das lesões viscerais, e a lavagem da cavidade abdominal, sendo uma medida salvadora de vida. Exames complementares como a TC são úteis em pacientes estáveis, mas contraindicados quando há instabilidade.
Instabilidade hemodinâmica persistente, sinais de peritonite, evisceração, ferimento por arma de fogo transfixante, sangramento gastrointestinal ativo e pneumoperitônio.
A avaliação inicial segue o protocolo ATLS (ABCDE), focando na estabilização das vias aéreas, respiração e circulação. A identificação rápida de choque e sinais de peritonite é crucial para decidir pela cirurgia imediata.
Em pacientes hemodinamicamente estáveis, a ultrassonografia FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) e a tomografia computadorizada com contraste são ferramentas valiosas para identificar lesões viscerais e líquido livre.
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