UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025
Homen, 37 anos de idade, foi vitima de ferimento por arma branca na região periumbilical há 1 hora admitido no serviço: falando (hálito etilico), normotenso, saturação 96% em ar ambiente, glasgow 15, obeso com ferimento na parede anterior do abdome, de 2cm, proximo à cicatriz umbilical, sem sangramento ativo, com dor apenas no local. Qual a melhor conduta?
Trauma abdominal penetrante em paciente estável → TC de abdome para avaliar profundidade e lesões.
Em pacientes com trauma abdominal penetrante por arma branca que se apresentam hemodinamicamente estáveis e sem sinais de peritonite, a tomografia computadorizada (TC) de abdome é a melhor conduta. Ela permite avaliar a profundidade da lesão, a integridade do peritônio e a presença de lesões viscerais, evitando laparotomias desnecessárias.
O trauma abdominal penetrante, como o ferimento por arma branca (FAB), é uma emergência médica que exige avaliação rápida e precisa. A região periumbilical é de particular preocupação devido à proximidade com órgãos vitais como intestino delgado, cólon e grandes vasos. A avaliação inicial foca na estabilidade hemodinâmica do paciente e na presença de sinais de peritonite, que indicam lesão visceral. A fisiopatologia envolve a penetração da cavidade abdominal, com potencial lesão de órgãos sólidos ou ocos, levando a hemorragia, contaminação peritoneal e infecção. O diagnóstico é guiado pela história, exame físico e exames complementares. Em pacientes hemodinamicamente estáveis, sem sinais claros de peritonite ou evisceração, uma abordagem mais conservadora com exames de imagem é possível. A conduta em trauma abdominal penetrante varia conforme a estabilidade do paciente. Em pacientes estáveis, a tomografia computadorizada (TC) de abdome com contraste é o exame de escolha, pois permite identificar a profundidade da lesão, a integridade do peritônio e a presença de lesões em órgãos internos, orientando a necessidade de intervenção cirúrgica. A laparoscopia diagnóstica pode ser uma alternativa em casos selecionados, mas a TC é geralmente preferida pela sua não invasividade e detalhamento. O manejo adequado visa minimizar a morbidade e mortalidade associadas a essas lesões.
Sinais de instabilidade incluem hipotensão persistente (PAS < 90 mmHg), taquicardia (> 120 bpm), extremidades frias, tempo de enchimento capilar prolongado e alteração do nível de consciência não explicada. A presença desses sinais exige intervenção imediata.
A TC de abdome é não invasiva, amplamente disponível e oferece excelente detalhe anatômico para identificar lesões viscerais e a profundidade da penetração, sem os riscos de um procedimento cirúrgico como a laparoscopia, que é mais invasiva e exige anestesia geral.
A laparotomia exploradora imediata é indicada em pacientes com instabilidade hemodinâmica, sinais de peritonite, evisceração, sangramento gastrointestinal ativo, pneumoperitônio ou lesão diafragmática suspeita. Essas condições indicam lesão grave com necessidade de intervenção cirúrgica urgente.
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