Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2023
Um paciente hipotenso sofreu múltiplos ferimentos por arma branca no abdome. Na sala de operação evidencia laceração transversa de toda a extensão do estômago e lesão esplênica de menor gravidade. Considerando esse caso, a MELHOR maneira de tratar as perfurações gástricas, do paciente, é com:
Laceração gástrica por trauma → fechamento primário é a melhor opção na maioria dos casos.
Em casos de laceração gástrica por trauma penetrante, o fechamento primário das feridas é geralmente a melhor abordagem. O estômago possui excelente vascularização e grande capacidade de cicatrização, tornando a ressecção ou reconstruções complexas desnecessárias na maioria das vezes, a menos que haja perda tecidual extensa ou necrose.
O trauma abdominal penetrante, como o causado por arma branca, é uma emergência cirúrgica comum, e as lesões gástricas são achados frequentes. A rápida identificação e manejo dessas lesões são cruciais para prevenir complicações graves como peritonite e sepse. O estômago, devido à sua rica vascularização e à capacidade de distensão, geralmente cicatriza bem. Por isso, na maioria dos casos de lacerações gástricas traumáticas, o tratamento de eleição é o fechamento primário das feridas, também conhecido como gastrorrafia. Este procedimento é direto e eficaz, minimizando a morbidade associada a cirurgias mais complexas. Procedimentos como ressecção gástrica ou gastrojejunostomia são reservados para situações muito específicas, como perda tecidual extensa, necrose ou lesões que comprometam a viabilidade do órgão e não possam ser reparadas primariamente. A avaliação intraoperatória da extensão da lesão e da vitalidade tecidual é fundamental para determinar a melhor conduta.
A principal preocupação é a contaminação da cavidade peritoneal com conteúdo gástrico, o que pode levar a peritonite e sepse. O reparo rápido e adequado é fundamental para minimizar essa contaminação.
A ressecção gástrica é raramente indicada em trauma gástrico isolado. Seria considerada apenas em casos de perda tecidual extensa, necrose tecidual irreversível ou lesões complexas que impossibilitam o reparo primário.
O reparo primário geralmente envolve a debridamento de bordas desvitalizadas e uma sutura em dois planos (mucosa/submucosa e seromuscular) com material absorvível, garantindo hemostasia e fechamento hermético.
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