FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2022
Um jovem, vítima de acidente de moto, chega a emergência com a equipe do pré-hospitalar queixando-se de dor abdominal intensa. Seus sinais vitais são: Pressão Arterial de 80/56 mmHg; Frequência Cardíaca de 138 bpm; Frequência Respiratória de 28 ipm. A radiografia de tórax e do quadril estão normais. O ultrassom FAST SCAN é positivo nos três quadrantes abdominais. O médico assistente resolve ativar o Protocolo de Transfusão Maciça baseado no ABC score e Shock Index. Neste momento, a melhor conduta seria:
Trauma abdominal + instabilidade hemodinâmica + FAST positivo → Laparotomia exploradora imediata.
Em pacientes vítimas de trauma com instabilidade hemodinâmica e FAST scan positivo para líquido livre em múltiplos quadrantes, a indicação é de laparotomia exploradora de emergência. A transfusão maciça deve ser iniciada, mas não retarda a cirurgia, que é a medida definitiva para controle da hemorragia.
O trauma abdominal é uma das principais causas de morbimortalidade em vítimas de acidentes, exigindo avaliação e intervenção rápidas. A instabilidade hemodinâmica, definida por hipotensão e taquicardia, é um sinal crítico de hemorragia grave, frequentemente intra-abdominal. O FAST scan (Focused Assessment with Sonography for Trauma) é uma ferramenta diagnóstica rápida e não invasiva para detectar líquido livre na cavidade abdominal, pericárdio e tórax. Em um paciente instável com FAST positivo em múltiplos quadrantes, a probabilidade de hemorragia significativa é alta, indicando a necessidade de controle cirúrgico imediato. O Protocolo de Transfusão Maciça deve ser ativado precocemente para corrigir a coagulopatia e repor o volume perdido, mas não deve atrasar a laparotomia exploradora, que é a medida definitiva para identificar e controlar a fonte do sangramento. A tomografia computadorizada é reservada para pacientes hemodinamicamente estáveis.
Os critérios para ativar o Protocolo de Transfusão Maciça incluem instabilidade hemodinâmica persistente, FAST positivo, lesões graves (como trauma pélvico ou lesões de grandes vasos), e índices como o ABC score ou Shock Index elevados, indicando hemorragia maciça.
A laparotomia exploradora é a melhor conduta porque permite o controle direto e imediato da fonte de sangramento intra-abdominal, que é a causa da instabilidade hemodinâmica. A estabilização definitiva só ocorre com a interrupção da hemorragia.
A tomografia computadorizada abdominal é indicada para pacientes vítimas de trauma que estão hemodinamicamente estáveis, pois requer tempo e transporte para o setor de imagem. Em pacientes instáveis, a TC atrasa o tratamento definitivo e é contraindicada.
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