HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2024
Uma mulher de 55 anos, saudável, apresenta-se no PS após um acidente de automóvel (colisão autoXauto). Ela está hemodinamicamente estável e com apenas um mínimo de dor em quadrante superior direito do abdome. Um exame FAST (Teste ultrassonográfico abdominal para avaliação com foco no trauma abdominal fechado) é realizado na sala de trauma e encontra-se positivo, com fluido observado no recesso hepatorrenal e na pelve. Qual é, das opções abaixo, a melhor etapa seguinte para seu seguimento?
Trauma abdominal fechado + FAST positivo + estável → TC abdome para estadiamento e planejamento.
Em pacientes com trauma abdominal fechado, hemodinamicamente estáveis e com FAST positivo (indicando líquido livre), a tomografia computadorizada é o próximo passo diagnóstico crucial. Ela permite identificar a origem do sangramento, a extensão das lesões e guiar a conduta, evitando laparotomias desnecessárias.
O trauma abdominal fechado é uma causa comum de morbimortalidade, especialmente em acidentes automobilísticos. A avaliação inicial rápida e precisa é fundamental para determinar a conduta. O FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) é uma ferramenta de triagem rápida e não invasiva para detectar líquido livre na cavidade abdominal, indicando sangramento. Sua positividade em um paciente hemodinamicamente estável, no entanto, não implica necessariamente em cirurgia imediata. A estabilidade hemodinâmica é o fator determinante para a próxima etapa. Pacientes estáveis com FAST positivo se beneficiam de uma tomografia computadorizada (TC) com contraste, que oferece uma avaliação detalhada dos órgãos abdominais, identificando a origem e a extensão das lesões (ex: lacerações hepáticas ou esplênicas). Essa abordagem permite o manejo não operatório de muitas lesões de órgãos sólidos, reduzindo a necessidade de laparotomias exploratórias e suas complicações. O tratamento do trauma abdominal fechado varia desde a observação em casos de lesões menores, manejo não operatório com monitorização intensiva para lesões de órgãos sólidos em pacientes estáveis, até a laparotomia exploratória para pacientes instáveis ou com lesões que exigem intervenção cirúrgica imediata. A decisão deve ser individualizada, baseada na condição clínica do paciente, nos achados de imagem e na experiência da equipe.
Um paciente é considerado hemodinamicamente estável se não apresentar hipotensão persistente (PA sistólica <90 mmHg), taquicardia (>120 bpm) ou sinais de choque, mesmo após ressuscitação volêmica inicial.
A TC permite identificar a fonte e a extensão do sangramento, graduar lesões de órgãos sólidos e detectar lesões que podem ser manejadas de forma não operatória, evitando cirurgias desnecessárias e suas morbidades.
As indicações incluem instabilidade hemodinâmica persistente, peritonite, evisceração, sangramento gastrointestinal ativo, lesão diafragmática suspeita e lesões penetrantes com sinais de comprometimento visceral.
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