UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2020
Paciente vítima de acidente automotobilístico, com trauma abdominal fechado, consciente, hemodinamicamente estável, sem sinais de irritação peritoneal. Tomografia computadorizada de abdome mostra lesão hepática grau III, sem extravasamento de contraste na fase arterial. A melhor conduta a ser traçada, nesse caso é:
Trauma abdominal fechado + lesão hepática (grau III) + estável + sem irritação peritoneal → tratamento conservador (observação).
Em pacientes com trauma abdominal fechado e lesões de órgãos sólidos (como o fígado, mesmo em graus moderados como o III), a estabilidade hemodinâmica e a ausência de sinais de irritação peritoneal são os pilares para a decisão de um tratamento conservador. A observação clínica rigorosa, com monitoramento de sinais vitais e exames seriados, é a conduta inicial mais apropriada nesses casos.
O manejo do trauma abdominal fechado evoluiu significativamente, com uma crescente preferência pelo tratamento conservador em pacientes selecionados. A lesão hepática, comum nesses traumas, é graduada de I a VI, sendo o grau III uma lesão moderada. A decisão entre tratamento cirúrgico e conservador é um ponto crítico na prática médica e nas provas de residência. A estabilidade hemodinâmica é o pilar para a indicação de tratamento conservador em lesões de órgãos sólidos, incluindo o fígado. Um paciente consciente, hemodinamicamente estável e sem sinais de irritação peritoneal, mesmo com uma lesão hepática grau III sem extravasamento ativo de contraste, é um forte candidato à observação clínica. A tomografia computadorizada é essencial para a avaliação inicial e acompanhamento. O tratamento conservador envolve internação, monitoramento rigoroso dos sinais vitais, exames físicos abdominais seriados e, por vezes, exames de imagem de controle. A antibioticoterapia profilática não é rotineiramente indicada para lesões hepáticas isoladas sem contaminação. A falha do tratamento conservador, indicada por instabilidade hemodinâmica ou sinais de peritonite, exige conversão para laparotomia exploradora.
Os critérios incluem estabilidade hemodinâmica, ausência de sinais de irritação peritoneal, ausência de lesão de víscera oca e, em alguns casos, ausência de extravasamento ativo de contraste em exames de imagem.
A laparotomia exploradora é indicada em pacientes com instabilidade hemodinâmica persistente, sinais claros de irritação peritoneal, pneumoperitônio, evisceração, ou extravasamento ativo de contraste em exames de imagem que não pode ser controlado por métodos menos invasivos.
A tomografia computadorizada é fundamental para graduar as lesões de órgãos sólidos, identificar coleções líquidas, extravasamento de contraste e lesões de vísceras ocas, auxiliando na decisão entre tratamento conservador e cirúrgico em pacientes estáveis.
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