UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Mulher de 32 anos, faxineira, estava limpando a parte externa de uma janela, em um prédio, quando caiu de altura de 12 metros, chocando o abdome sobre um muro. No PS teve diagnóstico de laceração de fígado com hemorragia intra-abdominal, choque hemorrágico e óbito. A família informou que ela tinha anemia falciforme.Em face do exposto, assinale a alternativa correta.
Queda de altura + trauma abdominal grave → alto risco de lesões viscerais e choque hemorrágico fatal.
Quedas de grandes alturas (>6 metros) são consideradas traumas de alta energia, com grande potencial para lesões multissistêmicas graves, mesmo em pacientes jovens. A presença de condições preexistentes como anemia falciforme pode influenciar a resposta fisiológica, mas o mecanismo de trauma é o fator determinante da gravidade e causa mortis.
O trauma abdominal fechado por queda de altura é uma emergência médica grave, frequentemente associada a acidentes de trabalho. A epidemiologia mostra que quedas são uma das principais causas de trauma fatal, especialmente em ambientes ocupacionais. A rápida identificação e manejo são cruciais para a sobrevida do paciente, exigindo uma abordagem sistematizada no pronto-socorro. A fisiopatologia envolve a dissipação de energia cinética no abdome, resultando em lacerações de órgãos sólidos como o fígado, que são altamente vascularizados e podem levar a hemorragias maciças e choque hipovolêmico. O diagnóstico é feito por exame físico, FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) e tomografia computadorizada. A suspeita deve ser alta em qualquer trauma de alta energia, independentemente da idade do paciente. O tratamento inicial foca na estabilização hemodinâmica, controle da hemorragia e, se necessário, intervenção cirúrgica imediata (laparotomia exploradora). O prognóstico é reservado em casos de choque hemorrágico grave. Em contextos médico-legais, é fundamental estabelecer o nexo causal entre o acidente e o óbito, considerando fatores como a altura da queda e a natureza das lesões, e o papel de comorbidades como a anemia falciforme no desfecho.
Os principais achados incluem lesões de órgãos sólidos (fígado, baço, rins), lesões de vísceras ocas, hemorragia interna e choque hipovolêmico. A avaliação rápida e a estabilização hemodinâmica são cruciais para o prognóstico.
Quedas de alturas superiores a 6 metros são consideradas traumas de alta energia e estão associadas a maior morbimortalidade, indicando a necessidade de avaliação em centro de trauma e investigação de lesões multissistêmicas.
A anemia falciforme pode predispor a crises vaso-oclusivas e agravar a hipóxia tecidual em situações de choque e hemorragia, complicando o manejo e a recuperação, mas não é a causa primária do óbito neste cenário de trauma.
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