Trauma Abdominal: Manejo do Choque Hemorrágico Grave
HU-FMJ - Hospital Universitário da Faculdade de Medicina de Jundiaí (SP) — Prova 2015
Enunciado
Mulher, 53 anos, vítima de colisão carro x carro em rodovia, era passageira do banco dianteiro e usava cinto de segurança. O motorista faleceu no local. Trazida pelo SAMU, chega à sala de trauma de um hospital de referência 45 minutos após o evento, com colar cervical, em prancha longa, pálida e confusa. Durante o atendimento pré- hospitalar e transporte, recebeu 4 L de solução cristaloide. Exame físico: saturação de O 2 = 96%, FC = 110 bpm, PA = 90 x 60 mmHg, Escala de Coma de Glasgow = 13. Extensa escoriação em hipocôndrio direito, deformidade em coxa e perna esquerda. FAST realizado na sala de emergência evidenciou líquido livre na cavidade abdominal. Nesse caso, a melhor sequência de conduta é:
Alternativas
A) Infundir 2 L de solução cristaloide, solicitar 02 concentrados de hemácias e encaminhar doente para tomografia computadorizada de crânio e abdome.
B) Iniciar protocolo de transfusão maciça, ácido tranexâmico e encaminhar doente para o centro cirúrgico já com indicação de controle de danos.
C) Estabelecer via aérea definitiva, iniciar reanimação volêmica com cristaloide, realizar tomografia computadorizada de crânio e abdome e RX de tórax, bacia, coxa e perna.
D) Estabelecer via aérea definitiva, iniciar reanimação volêmica com solução cristaloide e aguardar a resposta ao volume inicial para determinar a possibilidade de tomografia.
E) Infundir 2 L de solução cristaloide, realizar RX de coluna cervical, tórax, bacia, coxa e perna e encaminhar doente ao centro cirúrgico para tratamento definitivo.
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