UDI 24h - Hospital UDI Teresina (PI) — Prova 2021
No trauma abdominal fechado após estabilização inicial, a indicação ou não da laparotomia depende da eficácia da estabilização pré-operatória e da lesão de órgãos intra-abdominais. A indicação formal da cirurgia ocorre quando existe:
Trauma abdominal fechado + pneumoperitônio (Rx/TC) ou ruptura de víscera oca = indicação formal de laparotomia.
No trauma abdominal fechado, a presença de pneumoperitônio em exames de imagem (radiografia ou tomografia) é um sinal inequívoco de perfuração de víscera oca, configurando uma indicação absoluta para laparotomia exploradora. Outros achados, como líquido livre, podem ser manejados de forma não operatória em pacientes estáveis.
O trauma abdominal fechado é uma causa significativa de morbimortalidade, e a decisão de realizar uma laparotomia exploradora é crítica. A estabilização inicial do paciente, conforme o protocolo ATLS, é fundamental. Após a estabilização, a avaliação da necessidade de cirurgia depende da identificação de lesões intra-abdominais que exijam intervenção imediata. A laparotomia é uma intervenção invasiva e deve ser indicada com base em critérios claros para evitar procedimentos desnecessários, mas também para não atrasar o tratamento de lesões graves. A fisiopatologia das lesões no trauma abdominal fechado envolve forças de compressão, desaceleração e cisalhamento, que podem levar a ruptura de órgãos sólidos (fígado, baço), perfuração de vísceras ocas (intestino), lesões vasculares ou diafragmáticas. O diagnóstico é guiado por exame clínico, FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) e tomografia computadorizada. O pneumoperitônio, evidenciado por ar livre na cavidade abdominal em radiografias ou tomografia, é um sinal patognomônico de perfuração de víscera oca e uma indicação formal e inquestionável de laparotomia, pois a contaminação peritoneal por conteúdo intestinal leva rapidamente à sepse e falência de múltiplos órgãos. Outras indicações de laparotomia incluem instabilidade hemodinâmica persistente, sinais de peritonite (dor à descompressão, rigidez abdominal), evisceração e lesões vasculares maiores. A presença de líquido livre na cavidade abdominal, por si só, não é uma indicação absoluta se o paciente estiver estável e sem outros sinais de lesão grave que exija cirurgia. Nesses casos, o manejo não operatório pode ser considerado, com monitoramento rigoroso. A decisão deve ser individualizada, considerando o estado clínico do paciente, os achados dos exames e a experiência da equipe.
As indicações absolutas incluem instabilidade hemodinâmica persistente apesar da ressuscitação volêmica, sinais de peritonite, evisceração, pneumoperitônio, lesão diafragmática suspeita, sangramento gastrointestinal ativo e lesões vasculares maiores.
O pneumoperitônio é detectado por radiografia simples de tórax (ar subdiafragmático) ou, mais sensivelmente, por tomografia computadorizada. Sua presença indica perfuração de víscera oca, uma lesão que requer intervenção cirúrgica imediata devido ao risco de sepse e peritonite.
Não necessariamente. A presença de líquido livre (sangue, urina, bile) pode ser observada em diversos traumas. Em pacientes hemodinamicamente estáveis, sem sinais de peritonite ou perfuração de víscera oca, o manejo pode ser não operatório, especialmente se o líquido for atribuído a lesões de órgãos sólidos que não necessitam de cirurgia imediata.
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