Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2025
O traumatismo abdominal fechado é uma das principais ocorrências atendidas pelas equipes de cirurgia em hospitais de referência. Qual é a PRINCIPAL causa de choque hipovolêmico em pacientes com trauma abdominal fechado?
Trauma abdominal fechado → Ruptura esplênica = PRINCIPAL causa de choque hipovolêmico.
Em pacientes com trauma abdominal fechado, a ruptura esplênica é a principal causa de choque hipovolêmico devido à alta vascularização do baço e sua localização desprotegida. A hemorragia pode ser maciça e rapidamente levar à instabilidade hemodinâmica, exigindo reconhecimento e intervenção urgentes.
O traumatismo abdominal fechado é uma das principais causas de morbimortalidade em pacientes vítimas de trauma, e o choque hipovolêmico é uma complicação grave que exige reconhecimento e manejo imediatos. A compreensão das causas mais comuns de sangramento interno é crucial para a tomada de decisão rápida e eficaz, especialmente em ambientes de emergência. A ruptura de órgãos sólidos é a principal fonte de hemorragia significativa no trauma abdominal fechado, e entre eles, o baço se destaca. O baço é o órgão sólido mais frequentemente lesado em traumas abdominais fechados devido à sua localização relativamente desprotegida sob as costelas inferiores esquerdas e sua rica vascularização. Uma ruptura esplênica pode levar a uma perda sanguínea maciça para a cavidade peritoneal, resultando rapidamente em choque hipovolêmico. Outros órgãos como o fígado e os rins também podem sangrar profusamente, mas o baço é o mais comum. A fratura pélvica, embora possa causar sangramento retroperitoneal extenso, é uma causa diferente de hemorragia e geralmente não é a principal causa de choque hipovolêmico intra-abdominal. A avaliação inicial do paciente traumatizado segue os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), com foco na identificação e tratamento de lesões com risco de vida. O exame físico, o FAST e, em pacientes estáveis, a tomografia computadorizada são ferramentas essenciais para o diagnóstico. O manejo da ruptura esplênica pode variar desde a observação não operatória em casos selecionados e estáveis, até a esplenectomia de emergência em pacientes com instabilidade hemodinâmica ou sangramento incontrolável. A prioridade é sempre a estabilização do paciente e o controle da hemorragia.
Os sinais e sintomas de ruptura esplênica incluem dor no quadrante superior esquerdo do abdome, dor referida no ombro esquerdo (sinal de Kehr), defesa abdominal, taquicardia, hipotensão e outros sinais de choque hipovolêmico. A instabilidade hemodinâmica é um achado crítico que sugere sangramento significativo.
O diagnóstico inicial é frequentemente feito com o exame FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma), que detecta líquido livre na cavidade abdominal. Em pacientes hemodinamicamente estáveis, a tomografia computadorizada (TC) com contraste é o padrão-ouro para avaliar a extensão da lesão esplênica e de outros órgãos abdominais.
A conduta inicial envolve a estabilização hemodinâmica com reposição volêmica agressiva (cristaloides e hemoderivados), controle da via aérea e respiração, e avaliação rápida da fonte do sangramento. Pacientes com instabilidade hemodinâmica persistente e evidência de sangramento intra-abdominal maciço necessitam de laparotomia exploradora de emergência.
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