Trauma Abdominal Fechado: Principal Causa de Choque

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2025

Enunciado

O traumatismo abdominal fechado é uma das principais ocorrências atendidas pelas equipes de cirurgia em hospitais de referência. Qual é a PRINCIPAL causa de choque hipovolêmico em pacientes com trauma abdominal fechado?

Alternativas

  1. A) Lesão intestinal
  2. B) Ruptura hepática
  3. C) Ruptura esplênica
  4. D) Fratura pélvica

Pérola Clínica

Trauma abdominal fechado → Ruptura esplênica = PRINCIPAL causa de choque hipovolêmico.

Resumo-Chave

Em pacientes com trauma abdominal fechado, a ruptura esplênica é a principal causa de choque hipovolêmico devido à alta vascularização do baço e sua localização desprotegida. A hemorragia pode ser maciça e rapidamente levar à instabilidade hemodinâmica, exigindo reconhecimento e intervenção urgentes.

Contexto Educacional

O traumatismo abdominal fechado é uma das principais causas de morbimortalidade em pacientes vítimas de trauma, e o choque hipovolêmico é uma complicação grave que exige reconhecimento e manejo imediatos. A compreensão das causas mais comuns de sangramento interno é crucial para a tomada de decisão rápida e eficaz, especialmente em ambientes de emergência. A ruptura de órgãos sólidos é a principal fonte de hemorragia significativa no trauma abdominal fechado, e entre eles, o baço se destaca. O baço é o órgão sólido mais frequentemente lesado em traumas abdominais fechados devido à sua localização relativamente desprotegida sob as costelas inferiores esquerdas e sua rica vascularização. Uma ruptura esplênica pode levar a uma perda sanguínea maciça para a cavidade peritoneal, resultando rapidamente em choque hipovolêmico. Outros órgãos como o fígado e os rins também podem sangrar profusamente, mas o baço é o mais comum. A fratura pélvica, embora possa causar sangramento retroperitoneal extenso, é uma causa diferente de hemorragia e geralmente não é a principal causa de choque hipovolêmico intra-abdominal. A avaliação inicial do paciente traumatizado segue os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), com foco na identificação e tratamento de lesões com risco de vida. O exame físico, o FAST e, em pacientes estáveis, a tomografia computadorizada são ferramentas essenciais para o diagnóstico. O manejo da ruptura esplênica pode variar desde a observação não operatória em casos selecionados e estáveis, até a esplenectomia de emergência em pacientes com instabilidade hemodinâmica ou sangramento incontrolável. A prioridade é sempre a estabilização do paciente e o controle da hemorragia.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas de ruptura esplênica em trauma abdominal fechado?

Os sinais e sintomas de ruptura esplênica incluem dor no quadrante superior esquerdo do abdome, dor referida no ombro esquerdo (sinal de Kehr), defesa abdominal, taquicardia, hipotensão e outros sinais de choque hipovolêmico. A instabilidade hemodinâmica é um achado crítico que sugere sangramento significativo.

Como é feito o diagnóstico de ruptura esplênica em pacientes com trauma?

O diagnóstico inicial é frequentemente feito com o exame FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma), que detecta líquido livre na cavidade abdominal. Em pacientes hemodinamicamente estáveis, a tomografia computadorizada (TC) com contraste é o padrão-ouro para avaliar a extensão da lesão esplênica e de outros órgãos abdominais.

Qual a conduta inicial em um paciente com suspeita de ruptura esplênica e choque hipovolêmico?

A conduta inicial envolve a estabilização hemodinâmica com reposição volêmica agressiva (cristaloides e hemoderivados), controle da via aérea e respiração, e avaliação rápida da fonte do sangramento. Pacientes com instabilidade hemodinâmica persistente e evidência de sangramento intra-abdominal maciço necessitam de laparotomia exploradora de emergência.

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