HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2021
Paciente de 38 anos chega à emergência com trauma abdominal contuso. Durante o exame abdominal, observa-se sinais de peritonite e instabilidade hemodinâmica. Qual a conduta nesse caso?
Trauma abdominal contuso + instabilidade hemodinâmica + peritonite = Laparotomia exploradora IMEDIATA.
Em pacientes com trauma abdominal contuso e sinais de peritonite associados à instabilidade hemodinâmica, a laparotomia exploradora é a conduta de escolha. A presença de peritonite indica lesão de víscera oca ou sangramento significativo, e a instabilidade hemodinâmica exige intervenção cirúrgica imediata para controle da fonte.
O trauma abdominal contuso é uma causa comum de morbimortalidade, especialmente em acidentes automobilísticos e quedas. A avaliação inicial segue os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), priorizando a estabilização das vias aéreas, respiração e circulação. A identificação de pacientes instáveis e com sinais de peritonite é crítica para determinar a conduta imediata. A fisiopatologia da instabilidade hemodinâmica no trauma abdominal geralmente envolve hemorragia interna significativa, que pode ser de órgãos sólidos (fígado, baço) ou vasos maiores. A peritonite, por sua vez, indica perfuração de víscera oca (intestino, estômago) ou extravasamento de conteúdo biliar/pancreático, exigindo intervenção cirúrgica para evitar sepse. A suspeita clínica é baseada no mecanismo do trauma e no exame físico. A conduta em pacientes com trauma abdominal contuso, instabilidade hemodinâmica e sinais de peritonite é a laparotomia exploradora imediata. Exames de imagem como TC ou ultrassom (FAST) são úteis em pacientes estáveis, mas não devem atrasar a cirurgia em casos de emergência. O objetivo é controlar a hemorragia, reparar lesões e prevenir complicações como a síndrome da resposta inflamatória sistêmica e a falência de múltiplos órgãos.
As indicações absolutas incluem instabilidade hemodinâmica com FAST positivo ou evidência de sangramento, sinais de peritonite, evisceração, pneumoperitônio, lesão diafragmática e sangramento gastrointestinal ativo.
Instabilidade hemodinâmica é caracterizada por hipotensão (PAS < 90 mmHg), taquicardia (> 120 bpm), má perfusão periférica, alteração do nível de consciência e oligúria, indicando choque.
O FAST é um exame rápido de ultrassom que detecta líquido livre na cavidade abdominal (indicativo de sangramento) e no pericárdio. É útil para triagem em pacientes instáveis, mas não exclui lesões de vísceras ocas.
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