Trauma Abdominal Contuso: Diagnóstico e Manejo da Ruptura Esplênica

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 24 anos sofreu um trauma abdominal contuso em uma briga. Na admissão, apresenta dor abdominal difusa, distensão e sinais de peritonite. PA: 85 × 55 mmHg. FC: 110 bpm. FR: 22 ipm. No hemograma há uma queda significativa do hematócrito em relação ao exame prévio. O diagnóstico mais provável, dentre os elencados abaixo, é:

Alternativas

  1. A) Hematoma retroperitoneal.
  2. B) Ruptura do baço.
  3. C) Lesão hepática.
  4. D) Perfuração de alça intestinal.
  5. E) Ruptura de bexiga.

Pérola Clínica

Trauma abdominal contuso + instabilidade hemodinâmica + sinais de peritonite + queda Ht → suspeitar de lesão de órgão sólido com hemorragia ativa (ex: ruptura esplênica).

Resumo-Chave

A ruptura do baço é uma complicação comum e grave do trauma abdominal contuso, especialmente em pacientes jovens. A tríade de instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia), sinais de peritonite e queda do hematócrito sugere hemorragia intra-abdominal significativa, sendo o baço um dos órgãos mais frequentemente lesados nesses casos.

Contexto Educacional

O trauma abdominal contuso é uma causa frequente de morbimortalidade, especialmente em jovens, e a ruptura de órgãos sólidos é uma das lesões mais graves. O baço é o órgão intra-abdominal mais comumente lesado em traumas contusos, seguido pelo fígado. A suspeita de lesão esplênica deve ser alta em pacientes com histórico de trauma abdominal, dor difusa, distensão e, principalmente, sinais de choque hipovolêmico. A apresentação clínica de dor abdominal difusa, distensão, sinais de peritonite, hipotensão (PA: 85 × 55 mmHg), taquicardia (FC: 110 bpm) e queda significativa do hematócrito são indicativos de hemorragia intra-abdominal maciça. A peritonite, neste contexto, sugere irritação peritoneal pelo sangue livre. A instabilidade hemodinâmica é o principal fator que direciona a conduta, indicando a necessidade de intervenção imediata. Para residentes, o manejo do trauma abdominal contuso exige uma avaliação rápida e sistemática, seguindo os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support). A ressuscitação volêmica agressiva é prioritária. Em pacientes instáveis com suspeita de hemorragia intra-abdominal, o FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) é uma ferramenta diagnóstica rápida e a laparotomia exploradora de emergência é frequentemente indicada para controle da hemorragia e reparo das lesões. A identificação precoce e a intervenção adequada são cruciais para a sobrevida do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para hemorragia intra-abdominal em trauma contuso?

Sinais de alerta incluem instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia), dor abdominal difusa e distensão, sinais de peritonite, queda do hematócrito e, em exames de imagem, a presença de líquido livre na cavidade abdominal.

Qual a importância do FAST no trauma abdominal contuso?

O FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) é uma ferramenta rápida e não invasiva para detectar líquido livre (sangue) na cavidade abdominal em pacientes com trauma contuso, sendo crucial para identificar hemorragias significativas e guiar a decisão por laparotomia de emergência em pacientes instáveis.

Quando a laparotomia exploradora é indicada no trauma abdominal contuso?

A laparotomia exploradora de emergência é indicada em pacientes com trauma abdominal contuso que apresentam instabilidade hemodinâmica persistente apesar da ressuscitação volêmica, sinais claros de peritonite, evisceração, ou FAST positivo com grande quantidade de líquido livre em paciente instável.

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