UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023
Numa situação de um trauma abdominal, foi indicada uma laparotomia exploradora. Esse procedimento consiste em uma técnica padrão, com etapas que devem ser realizadas na seguinte sequência: 1 - Abertura da parede do xifóide até a sínfise púbica; 2 - Exposição por meio de um afastador fixo; 3 - Colocação de compressas nos quatro quadrantes; 4 - Avaliação do trato gastrintestinal da junção esofagogástrica até o reto proximal na reflexão peritoneal; 5 - Acesso à retrocavidade para visualização da face posterior do estômago e do pâncreas; 6 - Evidenciação e classificação das lesões; e 7 - Instituição do tratamento adequado.Após a avaliação do estágio da lesão (etapa 6) e do estado clínico do paciente, deve ser instituído o tratamento (etapa 7). Um exemplo de correlação correta entre órgão lesado e tratamento adequado está na
Trauma abdominal: Lesão esplênica → esplenectomia em instáveis. Lesão hepática → conservador se estável.
No trauma abdominal, a conduta depende da estabilidade hemodinâmica do paciente e do grau da lesão. Lesões esplênicas em pacientes instáveis hemodinamicamente frequentemente requerem esplenectomia de urgência, enquanto em pacientes estáveis, o tratamento conservador é preferível. Lesões hepáticas também são frequentemente manejadas conservadoramente se o paciente estiver estável.
O trauma abdominal é uma emergência cirúrgica comum, e a laparotomia exploradora é um procedimento vital para o diagnóstico e tratamento de lesões intra-abdominais. A decisão de operar e a extensão do tratamento dependem criticamente da estabilidade hemodinâmica do paciente e da natureza e grau das lesões encontradas. A sequência padrão de uma laparotomia exploradora por trauma inclui a abertura da parede abdominal, exposição do campo, colocação de compressas nos quatro quadrantes para controle inicial de sangramento e avaliação sistemática das estruturas, incluindo o trato gastrointestinal, retroperitônio e órgãos sólidos. A identificação e classificação das lesões guiam a etapa terapêutica. Em relação ao tratamento, a lesão esplênica em paciente hemodinamicamente instável é uma indicação clássica para esplenectomia de urgência. No entanto, em pacientes estáveis, o tratamento conservador (observação, embolização) é preferível para preservar a função esplênica. Lesões hepáticas de baixo grau também são frequentemente manejadas de forma conservadora em pacientes estáveis, enquanto lesões duodenais perfurativas geralmente requerem reparo cirúrgico e, por vezes, desfuncionalização. Lesões gástricas, se pequenas e sem contaminação significativa, podem ser tratadas com rafia simples.
A esplenectomia de urgência é indicada em lesões esplênicas por trauma principalmente em pacientes hemodinamicamente instáveis ou com lesões de alto grau que não podem ser controladas por métodos conservadores ou de preservação do órgão.
Sim, o tratamento conservador é a abordagem preferencial para a maioria das lesões hepáticas por trauma em pacientes hemodinamicamente estáveis, independentemente do grau da lesão, com monitoramento rigoroso e exames de imagem seriados.
A sequência padrão inclui: abertura da parede abdominal, exposição do campo, colocação de compressas nos quatro quadrantes para controle inicial de sangramento, avaliação sistemática das estruturas (TGI, retroperitônio, órgãos sólidos), evidenciação e classificação das lesões, e instituição do tratamento adequado.
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