CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2024
Em um paciente com lesão do trato óptico esquerdo, qual dos achados abaixo é compatível com este diagnóstico?
Lesão trato óptico esquerdo → DPAR contralateral (à direita) + hemianopsia homônima.
Lesões retroquiasmáticas no trato óptico causam DPAR contralateral porque as fibras nasais (que cruzam) são mais numerosas ou funcionalmente dominantes na via pupilar que as temporais.
O exame das pupilas é uma ferramenta diagnóstica crucial na neurologia e oftalmologia. O Trato Óptico é a primeira estrutura retroquiasmática da via visual. Lesões nesta localização são únicas pois combinam sinais de via visual (hemianopsia) com sinais de via pupilar (DPAR), antes das fibras pupilares se separarem para o núcleo pré-tectal. A presença de DPAR em um olho com campo visual temporal preservado (mas com hemianopsia homônima) aponta diretamente para o trato óptico contralateral. Além disso, cronicamente, essas lesões podem levar à atrofia óptica em 'banda' ou 'gravata borboleta' no olho contralateral devido à perda das fibras nasais.
O trato óptico contém fibras da retina temporal ipsilateral e da retina nasal contralateral. Como a retina nasal (que cruza no quiasma) é responsável por uma maior porção do campo visual e possui uma densidade de fibras aferentes pupilares ligeiramente superior, a perda dessas fibras resulta em um defeito aferente mais pronunciado no olho oposto à lesão.
Uma lesão no trato óptico esquerdo resulta em uma hemianopsia homônima direita, que costuma ser incongruente (os defeitos nos dois olhos não são idênticos em forma ou tamanho), diferenciando-se de lesões mais posteriores nas radiações ópticas ou córtex.
O DPAR é um defeito dinâmico da resposta à luz (detectado pelo teste de balanço da lanterna) sem diferença no tamanho pupilar estático. A anisocoria é uma diferença no tamanho das pupilas em repouso, indicando uma lesão na via eferente (parassimpática ou simpática).
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