Vaginose Bacteriana: Opções de Tratamento Oral e Tópico

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020

Enunciado

Sobre vaginose bacteriana, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) O tratamento deve ser feito com metronidazol 250 mg 2 cp12/12h por 7 dias + metronidazol creme vaginal 1 aplicador à noite por 10 noites seguidas.
  2. B) O tratamento do parceiro é sempre recomendado.
  3. C) Pode-se optar pelo tratamento tópico ou oral.
  4. D) A alternativa terapêutica é a ciprofloxacina.
  5. E) As recorrentes devem ser tratadas com ceftriaxone 500 mg IM dose única.

Pérola Clínica

Vaginose bacteriana → tratamento pode ser oral (metronidazol 500mg 2x/dia por 7d) ou tópico (metronidazol gel 0,75% por 5d).

Resumo-Chave

A vaginose bacteriana é uma disbiose da flora vaginal, e seu tratamento visa restaurar o equilíbrio. Tanto as opções orais (metronidazol, clindamicina) quanto as tópicas (metronidazol gel, clindamicina creme) são eficazes e podem ser escolhidas com base na preferência da paciente, adesão e efeitos colaterais.

Contexto Educacional

A vaginose bacteriana (VB) é a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por uma disbiose da flora vaginal, com substituição dos lactobacilos protetores por uma superpopulação de bactérias anaeróbias, como Gardnerella vaginalis, Mycoplasma hominis e Prevotella spp. Embora não seja considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST) clássica, a atividade sexual é um fator de risco. Os sintomas incluem corrimento vaginal branco-acinzentado, homogêneo, com odor fétido ('cheiro de peixe'), especialmente após o coito ou menstruação. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de Amsel, que incluem corrimento característico, pH vaginal elevado (>4,5), teste de aminas positivo e presença de células-chave ('clue cells') na microscopia. É importante diferenciar a VB de outras causas de vaginite, como candidíase e tricomoníase, que requerem tratamentos distintos. A VB está associada a complicações como doença inflamatória pélvica, infecções pós-operatórias ginecológicas e desfechos adversos na gravidez. O tratamento da vaginose bacteriana pode ser realizado por via oral ou tópica, com eficácia semelhante. As opções incluem metronidazol (oral 500mg duas vezes ao dia por 7 dias ou gel vaginal 0,75% uma vez ao dia por 5 dias) ou clindamicina (oral 300mg duas vezes ao dia por 7 dias ou creme vaginal 2% uma vez ao dia por 7 dias). A escolha depende da preferência da paciente, tolerância e adesão. É crucial orientar a paciente sobre a não necessidade de tratar o parceiro sexual, pois isso não altera o curso da doença nem previne recorrências.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para vaginose bacteriana?

O diagnóstico de vaginose bacteriana é feito pelos critérios de Amsel, que incluem: corrimento vaginal homogêneo e branco-acinzentado, pH vaginal > 4,5, teste de aminas positivo (odor de peixe após adição de KOH) e presença de 'clue cells' (células-chave) na microscopia. Três dos quatro critérios são necessários para o diagnóstico.

Quais são as principais opções de tratamento para vaginose bacteriana?

As principais opções são metronidazol (oral 500mg 2x/dia por 7 dias ou gel vaginal 0,75% 1x/dia por 5 dias) e clindamicina (oral 300mg 2x/dia por 7 dias ou creme vaginal 2% 1x/dia por 7 dias). Ambas as vias, oral e tópica, são eficazes.

O tratamento do parceiro sexual é necessário na vaginose bacteriana?

Não, o tratamento do parceiro sexual não é recomendado para vaginose bacteriana. Estudos demonstraram que o tratamento do parceiro não previne a recorrência da infecção e a vaginose bacteriana não é classificada como uma infecção sexualmente transmissível clássica.

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