SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025
Em relação às urticárias na criança e no adolescente, assinale a alternativa correta:
Urticária crônica refratária → Aumentar a dose do anti-histamínico de 2ª geração em até 4x antes de escalar para outras terapias.
Nos casos de urticária crônica que não respondem à dose padrão de anti-histamínicos de segunda geração, a primeira linha de escalonamento é o aumento da dose (off-label) em até quatro vezes. Esta medida é segura e eficaz, precedendo a adição de outras classes de medicamentos como o omalizumabe.
A urticária é uma condição dermatológica comum, caracterizada pelo surgimento de urticas (placas eritemato-edematosas e pruriginosas) e/ou angioedema. Fisiopatologicamente, resulta da degranulação de mastócitos na derme superficial, com liberação de histamina e outros mediadores que causam vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular, levando ao edema. É classificada como aguda se dura menos de 6 semanas e crônica se persiste por mais tempo. O tratamento da urticária visa o controle dos sintomas. A primeira linha para urticária crônica são os anti-histamínicos H1 de segunda geração em doses padrão, devido ao seu perfil de segurança favorável e menor efeito sedativo. Diferente do que se pensava, alergias alimentares são causas raras de urticária crônica, sendo mais associadas a quadros agudos. Para pacientes que não respondem à terapia inicial, as diretrizes internacionais recomendam uma abordagem escalonada. O segundo passo, antes de adicionar outras classes de medicamentos, é aumentar a dose do anti-histamínico de segunda geração em até quatro vezes a dose padrão licenciada. Esta prática, embora off-label, é suportada por evidências de eficácia e segurança. Se ainda assim não houver controle, opções como o omalizumabe (um anticorpo monoclonal anti-IgE) ou a ciclosporina podem ser consideradas.
A urticária aguda (< 6 semanas) em crianças é mais frequentemente desencadeada por infecções virais, seguida por medicamentos e, menos comumente, alergias alimentares. Já a urticária crônica (> 6 semanas) é, na maioria dos casos, espontânea (idiopática), sem um gatilho externo identificável.
Anti-histamínicos de segunda geração (ex: cetirizina, loratadina, fexofenadina) são preferidos por terem menor penetração no sistema nervoso central, resultando em menos efeitos colaterais sedativos e anticolinérgicos em comparação com os de primeira geração (ex: hidroxizina, prometazina).
Corticoides sistêmicos em cursos curtos (3-7 dias) são reservados para exacerbações graves de urticária, especialmente quando associada a angioedema ou sintomas sistêmicos importantes. Não são recomendados para uso crônico devido aos efeitos adversos.
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