Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2024
Paciente masculino 23 anos chega a seu consultório se queixando há vários dias sobre saída de secreção amarelada, e refere que tudo começou depois de relação sexual sem uso de preservativo. Após exame físico você explica em relação as DSTs (Doenças Sexualmente Transmissível) e repassa algumas orientações, sendo afirmativa CORRETA:
Uretrite/cervicite por DST → Ceftriaxona + Azitromicina (cobertura para gonorreia e clamídia).
Em casos de uretrite ou cervicite com suspeita de Doença Sexualmente Transmissível (DST), o tratamento empírico recomendado é a combinação de ceftriaxona (para *Neisseria gonorrhoeae*) e azitromicina (para *Chlamydia trachomatis*). Essa abordagem garante a cobertura dos agentes etiológicos mais comuns, minimizando a resistência e prevenindo complicações.
As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), atualmente denominadas Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), representam um grave problema de saúde pública global. A uretrite e a cervicite são síndromes clínicas comuns, caracterizadas por inflamação da uretra masculina ou do colo uterino feminino, respectivamente, frequentemente causadas por ISTs. A epidemiologia mostra que *Neisseria gonorrhoeae* e *Chlamydia trachomatis* são os principais agentes etiológicos, muitas vezes ocorrendo em coinfecção. O manejo adequado é crucial para prevenir complicações como doença inflamatória pélvica, infertilidade e transmissão para parceiros. A fisiopatologia da uretrite/cervicite envolve a infecção bacteriana das mucosas genitais, levando a uma resposta inflamatória local. Os sintomas incluem secreção uretral ou vaginal, disúria, dor pélvica ou abdominal. O diagnóstico é primariamente clínico e sindrômico, baseado na história e exame físico, mas pode ser confirmado por testes laboratoriais específicos. A suspeita deve ser alta em pacientes com histórico de relações sexuais desprotegção e sintomas sugestivos. O tratamento das uretrites/cervicites por ISTs é empírico e deve cobrir os patógenos mais prováveis antes mesmo da confirmação laboratorial, para evitar complicações e interrupção da cadeia de transmissão. A combinação de ceftriaxona (500 mg intramuscular, dose única) para gonorreia e azitromicina (1 g oral, dose única) para clamídia é o esquema terapêutico de primeira linha recomendado pelas diretrizes atuais. É fundamental questionar sobre alergias medicamentosas antes da prescrição. Além do tratamento, é essencial oferecer aconselhamento sobre sexo seguro, testagem para outras ISTs (HIV, sífilis, hepatites B e C) e tratamento dos parceiros sexuais. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado e precoce, mas a falta de adesão ou tratamento incompleto pode levar a complicações crônicas.
Os agentes etiológicos mais comuns são *Neisseria gonorrhoeae* (causando uretrite gonocócica) e *Chlamydia trachomatis* (causando uretrite não gonocócica). Outros agentes menos frequentes incluem *Mycoplasma genitalium* e *Trichomonas vaginalis*.
Essa combinação é recomendada para garantir a cobertura contra os dois principais patógenos (gonorreia e clamídia) que frequentemente coexistem. A ceftriaxona é altamente eficaz contra a gonorreia, e a azitromicina trata a clamídia, além de ter alguma atividade contra a gonorreia e *Mycoplasma genitalium*.
Além do tratamento medicamentoso, é fundamental orientar sobre a abstinência sexual durante o tratamento, a importância de tratar os parceiros sexuais para evitar reinfecção e a necessidade de usar preservativos em futuras relações. O rastreio para outras DSTs (HIV, sífilis, hepatites) também é indicado.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo