SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2025
Assinale a alternativa incorreta acerca das úlceras de pressão.
Úlcera de pressão: tratamento pode ser cirúrgico em estágios avançados; não apenas clínico.
Embora o tratamento clínico seja a base para úlceras de pressão, especialmente nos estágios iniciais, a intervenção cirúrgica (como desbridamento extenso, retalhos ou enxertos) é frequentemente necessária para úlceras mais avançadas, infectadas ou que não respondem ao manejo conservador.
Úlceras de pressão, também conhecidas como lesões por pressão, são áreas de dano localizado na pele e/ou tecido subjacente, geralmente sobre uma proeminência óssea, resultantes de pressão prolongada ou cisalhamento. São um problema significativo de saúde pública, afetando principalmente pacientes com mobilidade reduzida, como tetraplégicos, idosos acamados e pacientes criticamente doentes, e podem se desenvolver rapidamente, em 24 horas, ou levar até 5 dias para manifestação. A fisiopatologia envolve a compressão dos capilares sanguíneos, levando à isquemia, hipóxia e necrose tecidual. É crucial entender que a extensão da lesão em planos profundos pode ser muito maior do que a observada na superfície da pele, devido à maior sensibilidade dos tecidos mais profundos à pressão. A prevenção é a melhor estratégia, incluindo reposicionamento frequente, uso de superfícies de alívio de pressão e cuidados com a pele. O tratamento das úlceras de pressão é multifacetado e depende do estágio da lesão. Embora a limpeza meticulosa da ferida e o alívio da pressão sejam pilares do tratamento clínico, úlceras mais avançadas (estágios III e IV) frequentemente demandam desbridamento cirúrgico para remover tecido necrótico e, em alguns casos, reconstrução com retalhos ou enxertos. A abordagem deve ser individualizada, visando a cicatrização, prevenção de infecções e melhoria da qualidade de vida do paciente.
Pacientes tetraplégicos, idosos com fraturas de fêmur, pacientes criticamente doentes, com mobilidade reduzida, incontinência, má nutrição e alterações da sensibilidade são os mais afetados.
A cirurgia é indicada para úlceras de pressão que não cicatrizam com tratamento clínico, úlceras profundas com exposição óssea, infecção persistente ou para desbridamento de tecido necrótico extenso.
Elas resultam de isquemia tecidual local prolongada causada por pressão constante, cisalhamento e fricção, que levam à oclusão capilar e necrose. A lesão pode ser mais extensa em planos profundos.
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