PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2025
Um homem de 46 anos de idade queixa-se de dor epigástrica há 3 meses que piora com jejum. Realizou endoscopia que revelou úlcera duodenal de 1,5cm e teste para H. pylori positivo. Nesse caso, o tratamento MAIS adequado é:
Úlcera duodenal + H. pylori positivo → Terapia tripla para erradicação é o tratamento MAIS adequado.
A presença de H. pylori é a principal causa de úlcera duodenal. A erradicação da bactéria é fundamental para a cicatrização da úlcera e prevenção de recorrências, sendo a terapia tripla o esquema de primeira linha.
A úlcera duodenal é uma lesão na mucosa do duodeno, frequentemente causada pela infecção por Helicobacter pylori ou pelo uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). A prevalência de H. pylori é alta em populações com úlcera péptica, sendo um fator etiológico crucial. O diagnóstico é confirmado por endoscopia digestiva alta, que permite visualizar a úlcera e realizar biópsia para teste de H. pylori. A fisiopatologia envolve o desequilíbrio entre fatores protetores da mucosa (muco, bicarbonato, fluxo sanguíneo) e fatores agressores (ácido clorídrico, pepsina, H. pylori). O H. pylori coloniza a mucosa gástrica, produzindo urease que neutraliza o ácido e permite sua sobrevivência, além de liberar toxinas que danificam as células. A suspeita deve ocorrer em pacientes com dispepsia crônica, especialmente se houver sintomas de alarme como perda de peso, disfagia ou sangramento. O tratamento da úlcera duodenal associada ao H. pylori é centrado na erradicação da bactéria. A terapia tripla, que combina um IBP com dois antibióticos (geralmente amoxicilina e claritromicina), é o esquema de primeira linha. A falha na erradicação pode levar à recorrência da úlcera e aumentar o risco de complicações como sangramento e perfuração.
A dor epigástrica que piora com o jejum e melhora com a alimentação ou antiácidos é um sintoma característico, podendo ser acompanhada de náuseas e vômitos.
Geralmente inclui um inibidor de bomba de prótons (IBP), amoxicilina e claritromicina, ou metronidazol em caso de alergia à penicilina, administrados por 7 a 14 dias.
É indicada em todos os casos de úlcera péptica (gástrica ou duodenal) associada à infecção, linfoma MALT gástrico, dispepsia funcional e após ressecção de câncer gástrico.
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