GIST KIT Positivo: Tratamento com Imatinibe e Prognóstico

IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2024

Enunciado

Homem de 50 anos de idade é admitido na enfermaria de clínica médica com queixa de dor abdominal há 3 meses. Relata que, neste período, tem apresentado uma dor epigástrica, predominantemente pós-prandial, com aumento progressivo de intensidade nos últimos 3 meses, sendo no momento de grande intensidade. Além disso, relatou que nos últimos dias suas fezes estavam escurecidas e com odor fétido, motivo pelo qual procurou a unidade de emergência e foi internado. Não tem outras queixas. Ao exame, está descorado (++/4+) e apresenta massa abdominal palpável em epigástrio, com cerca de 5cm e consistência endurecida. Sem outras alterações. Foi solicitada uma endoscopia digestiva alta, que evidenciou a presença de uma massa de 6cm no piloro. A biópsia da lesão detectou um tumor estromal gastrointestinal, com imuno-histoquímica fortemente positiva para o gene KIT. Além da ressecção cirúrgica da lesão, que outra terapia deve ser indicada para o paciente neste momento?

Alternativas

  1. A) Nivolumab
  2. B) Radioterapia
  3. C) Rituximabe
  4. D) Imatinibe

Pérola Clínica

GIST KIT+ → Imatinibe (inibidor tirosina quinase) como terapia adjuvante ou neoadjuvante.

Resumo-Chave

Tumores estromais gastrointestinais (GIST) com mutação no gene KIT são sensíveis a inibidores de tirosina quinase como o Imatinibe. Essa terapia é crucial no manejo de GIST, tanto em cenários neoadjuvantes/adjuvantes quanto metastáticos, melhorando significativamente o prognóstico.

Contexto Educacional

O Tumor Estromal Gastrointestinal (GIST) é o sarcoma mais comum do trato gastrointestinal, originando-se das células intersticiais de Cajal. Sua incidência é de aproximadamente 10-20 casos por milhão de habitantes por ano, sendo mais comum em indivíduos acima de 50 anos. O reconhecimento e manejo adequados são cruciais devido ao potencial de malignidade e à disponibilidade de terapias-alvo eficazes. A fisiopatologia do GIST está intrinsecamente ligada a mutações ativadoras, principalmente no gene KIT (80-85% dos casos) ou PDGFRA (5-10%). O diagnóstico é feito por biópsia e imuno-histoquímica, que revela positividade para KIT (CD117) e DOG1. A suspeita clínica surge com sintomas inespecíficos como dor abdominal, sangramento gastrointestinal, anemia e massa palpável. O tratamento padrão para GIST localizado é a ressecção cirúrgica. Para tumores com alto risco de recorrência ou metastáticos, a terapia-alvo com inibidores de tirosina quinase, como o Imatinibe, é fundamental. O Imatinibe bloqueia a via de sinalização do KIT mutado, melhorando significativamente a sobrevida livre de doença e a sobrevida global.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas de um GIST?

Os sintomas de GIST podem variar, mas frequentemente incluem dor abdominal, sangramento gastrointestinal (melena, hematêmese), anemia, fadiga e, em casos avançados, massa abdominal palpável.

Por que o Imatinibe é indicado para GIST KIT positivo?

O Imatinibe é um inibidor de tirosina quinase que atua bloqueando a atividade do receptor KIT mutado, que é o principal motor do crescimento celular em GIST. Isso leva à inibição da proliferação tumoral.

Qual o papel da cirurgia no tratamento do GIST?

A ressecção cirúrgica é a principal modalidade de tratamento curativo para GIST localizado. A terapia com Imatinibe pode ser usada no pré-operatório (neoadjuvância) para reduzir o tumor ou no pós-operatório (adjuvância) para reduzir o risco de recidiva.

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