IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
O tratamento da tuberculose pulmonar em crianças apresenta particularidades em relação ao tratamento em adultos. Considerando as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil, qual das seguintes afirmações sobre o tratamento da tuberculose pulmonar em crianças está INCORRETA?
Tuberculose pulmonar infantil sensível: tratamento padrão 6 meses (2HRZ + 4HR).
O tratamento da tuberculose pulmonar em crianças com doença sensível aos fármacos segue um esquema padrão de 6 meses, composto por uma fase intensiva de 2 meses (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida) e uma fase de manutenção de 4 meses (Rifampicina, Isoniazida). A afirmação de que a duração é mais curta que em adultos é incorreta, pois o esquema é similar ou ligeiramente adaptado, mas não mais curto.
A tuberculose (TB) em crianças representa um desafio diagnóstico e terapêutico, sendo uma manifestação da infecção pelo Mycobacterium tuberculosis. As diretrizes de tratamento são adaptadas para a população pediátrica, considerando as particularidades farmacocinéticas e a maior suscetibilidade a certos efeitos adversos dos medicamentos. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir a progressão da doença e suas complicações graves. O esquema básico de tratamento para tuberculose pulmonar sensível aos fármacos em crianças, conforme o Ministério da Saúde do Brasil, consiste em uma fase intensiva de dois meses com rifampicina, isoniazida e pirazinamida (2HRZ), seguida por uma fase de manutenção de quatro meses com rifampicina e isoniazida (4HR). O etambutol pode ser incluído na fase intensiva em situações específicas, como em crianças maiores ou em áreas com alta prevalência de resistência à isoniazida. É importante ressaltar que a duração total do tratamento é de 6 meses, não sendo geralmente mais curta do que em adultos. Os medicamentos antituberculose possuem efeitos adversos que devem ser monitorados. A rifampicina pode causar coloração alaranjada de urina, suor e lágrimas, um efeito inofensivo que deve ser comunicado aos pais. A isoniazida pode induzir neuropatia periférica, sendo a suplementação com piridoxina (vitamina B6) essencial para sua prevenção. Em casos de tuberculose resistente, o tratamento torna-se mais complexo, prolongado e pode envolver o uso de medicamentos de segunda linha e, por vezes, a hospitalização para manejo e monitoramento rigoroso.
O esquema básico para tuberculose pulmonar sensível em crianças, conforme o Ministério da Saúde, é composto por uma fase intensiva de 2 meses com Rifampicina (R), Isoniazida (H) e Pirazinamida (Z), seguida por uma fase de manutenção de 4 meses com Rifampicina (R) e Isoniazida (H). O Etambutol (E) pode ser adicionado na fase intensiva em casos específicos ou em regiões com alta prevalência de resistência.
A Isoniazida pode causar neuropatia periférica, especialmente em crianças desnutridas, diabéticos ou alcoólatras. Para prevenir essa complicação, é recomendada a suplementação com piridoxina (vitamina B6) durante todo o período de tratamento com Isoniazida.
Para tuberculose pulmonar sensível, a duração do tratamento em crianças é geralmente de 6 meses, o que é similar ao esquema padrão para adultos. A afirmação de que é 'geralmente mais curta' é incorreta. A duração pode variar em casos de doença extrapulmonar ou resistência a fármacos.
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