SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
J.A.B.C., seis anos, chega ao consultório com febre (38,0°C) há 17 dias e, segundo a mãe, a febre é mais frequente no período vespertino. Refere também irritabilidade, tosse, perda de peso, sudorese noturna. Você suspeita de Tuberculose e pede um raio X e pesquisa de BAAR no escarro. Na consulta seguinte, a mãe trouxe os exames solicitados que confirmam a sua hipótese de tuberculose. O esquema de tratamento indicado para esta criança é:
Tuberculose pulmonar em crianças → esquema 2RHZ/4RH (2 meses RIF, ISN, PIR; 4 meses RIF, ISN).
O tratamento da tuberculose pulmonar em crianças, na ausência de formas graves ou resistência, segue um esquema padronizado. A fase intensiva de dois meses com Rifampicina (R), Isoniazida (H) e Pirazinamida (Z) é seguida por uma fase de manutenção de quatro meses com Rifampicina e Isoniazida, totalizando seis meses de tratamento.
A tuberculose (TB) em crianças é um desafio diagnóstico e terapêutico, frequentemente subdiagnosticada devido à apresentação atípica e à dificuldade na coleta de amostras. A suspeita clínica é crucial, baseada em sintomas inespecíficos como febre prolongada, perda de peso, tosse crônica e história de contato com adultos bacilíferos. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem (radiografia de tórax) e pesquisa de BAAR ou cultura em escarro ou lavado gástrico. O tratamento da tuberculose em crianças é padronizado e visa erradicar a infecção, prevenir a progressão da doença e evitar o desenvolvimento de resistência. O esquema básico para tuberculose pulmonar ou extrapulmonar não grave é o 2RHZ/4RH. A fase intensiva de dois meses com Rifampicina, Isoniazida e Pirazinamida é fundamental para reduzir rapidamente a carga bacilar. A fase de manutenção, com Rifampicina e Isoniazida por mais quatro meses, garante a eliminação dos bacilos persistentes e previne recaídas. É importante monitorar os efeitos adversos dos medicamentos e aderência ao tratamento. Para residentes, dominar o esquema de tratamento da TB infantil é essencial, pois a adesão rigorosa e o acompanhamento são críticos para o sucesso terapêutico. O conhecimento das doses corretas, a identificação de efeitos colaterais e a capacidade de adaptar o tratamento em casos de resistência ou formas graves da doença são competências indispensáveis. A prevenção, através da vacinação BCG e do tratamento de contatos, também é um pilar importante na abordagem da tuberculose pediátrica.
O esquema de tratamento padrão para tuberculose pulmonar em crianças é o 2RHZ/4RH. Isso significa dois meses de Rifampicina (R), Isoniazida (H) e Pirazinamida (Z), seguidos por quatro meses de Rifampicina (R) e Isoniazida (H).
Os principais medicamentos são Rifampicina (R), Isoniazida (H) e Pirazinamida (Z). O Etambutol (E) pode ser adicionado em casos específicos, como suspeita de resistência ou formas graves, mas não faz parte do esquema inicial padrão para crianças.
Sintomas como febre prolongada (especialmente vespertina), irritabilidade, tosse persistente, perda de peso, sudorese noturna e contato com adultos doentes são sinais de alerta para suspeita de tuberculose em crianças, exigindo investigação diagnóstica.
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