SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Lactente de 3 meses em uso de isoniazida, não vacinado para BCG, após genitora ter sido diagnosticada com tuberculose pulmonar, retorna para realizar prova tuberculínica. Leitura do exame no lactente evidenciou pápula de 7mm.Qual a conduta mais indicada em relação à vacinação?
Lactente contato de TB com PPD ≥ 5mm = Infecção Latente (ILTB) → Tratar com isoniazida e NÃO vacinar com BCG.
Em lactentes contatos de tuberculose, um PPD ≥ 5mm confirma infecção latente (ILTB). A conduta é o tratamento da ILTB (ex: isoniazida por 6 meses), e a vacina BCG torna-se contraindicada e desnecessária, pois a infecção natural já ocorreu.
O manejo de lactentes que tiveram contato com tuberculose (TB) é um tema crucial na pediatria e saúde pública. A tuberculose latente (ILTB) representa a presença do bacilo no organismo sem manifestações clínicas de doença ativa. Em crianças pequenas, o risco de progressão para doença grave, como a meningite tuberculosa, é significativamente maior, tornando o diagnóstico e tratamento da ILTB uma prioridade. A investigação de um lactente comunicante de TB inicia-se com a prova tuberculínica (PPD). Um resultado de 5 mm ou mais é considerado positivo neste grupo de alto risco. A radiografia de tórax é solicitada para excluir a presença de TB doença. Se o raio-X for normal, confirma-se o diagnóstico de ILTB, e o tratamento está indicado para prevenir a progressão. O tratamento padrão para ILTB em crianças no Brasil é a isoniazida, administrada diariamente por um período de 6 meses. Durante o tratamento da ILTB ou da TB doença, a vacina BCG é contraindicada. Após a conclusão do tratamento, a criança será permanentemente PPD reatora devido à infecção, e a vacina BCG não oferece benefício adicional, perdendo sua indicação.
Em crianças menores de 10 anos que são contatos próximos de casos de tuberculose, um resultado da prova tuberculínica (PPD) de 5 mm ou mais já é considerado positivo, indicando infecção latente pelo M. tuberculosis.
A vacina BCG é contraindicada porque o tratamento visa eliminar os bacilos latentes. Além disso, a infecção natural já estimulou a resposta imune celular, e a principal função da BCG, que é prevenir formas graves na primoinfecção, perde sua indicação.
A quimioprofilaxia primária é feita em contatos de TB com PPD não reator para prevenir a infecção. A secundária, que é o tratamento da infecção latente (ILTB), é feita em pacientes já infectados (PPD reator) sem doença ativa, para prevenir o desenvolvimento da tuberculose doença.
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