UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020
No tratamento da tuberculose, devido ao uso da isoniazida, recomenda-se reposição de:
Isoniazida (tratamento TB) → reposição de Vitamina B6 (piridoxina) para prevenir neuropatia periférica.
A isoniazida, um fármaco essencial no tratamento da tuberculose, pode causar neuropatia periférica como efeito adverso. Isso ocorre devido à sua interferência no metabolismo da piridoxina (Vitamina B6). A reposição profilática de vitamina B6 é, portanto, recomendada para prevenir essa complicação, especialmente em grupos de risco.
O tratamento da tuberculose (TB) é um pilar fundamental da saúde pública, e a isoniazida (INH) é um dos fármacos de primeira linha mais eficazes. No entanto, seu uso prolongado está associado a alguns efeitos adversos, sendo a neuropatia periférica uma das mais relevantes. Esta complicação ocorre devido à interferência da isoniazida no metabolismo da piridoxina (Vitamina B6), um cofator essencial para diversas reações enzimáticas no sistema nervoso. A isoniazida atua como um antagonista da piridoxina, aumentando sua excreção urinária e inibindo a formação de sua forma ativa. A deficiência de vitamina B6 resultante leva à disfunção dos nervos periféricos, manifestando-se como parestesias, dormência e dor. Para prevenir essa complicação, a reposição profilática de piridoxina é universalmente recomendada, especialmente em grupos de risco como idosos, gestantes, pacientes com desnutrição, alcoolismo, diabetes ou insuficiência renal. Residentes devem estar cientes da importância da suplementação de vitamina B6 ao prescrever isoniazida, garantindo a adesão ao tratamento da TB e minimizando os efeitos adversos. A dose profilática geralmente varia de 10 a 25 mg/dia. O conhecimento sobre os efeitos colaterais dos medicamentos antituberculose é crucial para o manejo adequado dos pacientes e para o sucesso terapêutico.
A isoniazida interfere no metabolismo da piridoxina (vitamina B6), aumentando sua excreção e inibindo enzimas dependentes dela. A deficiência de B6 resultante pode levar à disfunção nervosa e neuropatia periférica.
Pacientes com desnutrição, alcoolismo, diabetes, insuficiência renal, HIV, gestantes e idosos têm maior risco de desenvolver neuropatia periférica e devem receber reposição profilática de vitamina B6.
A dose profilática usual de piridoxina é de 10-25 mg/dia para a maioria dos pacientes. Em casos de neuropatia estabelecida, doses mais altas (50-100 mg/dia) podem ser necessárias.
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