SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2021
Após um mês de tosse intensa, febre todos os dias e muito suor noturno, Cleiton recebe o resultado do seu escarro: positivo para Mycobacterium tuberculosis. Começou a tomar os comprimidos compostos de rifampicina (R), isoniazida (H), pirazinamida (P) e etambutol (E) todos os dias regularmente. Em sua consulta de dois meses foi surpreendido com o resultado do seu teste de escarro colhido três dias antes: ainda positivo. Qual a conduta correta?
Tuberculose: escarro positivo após 2 meses de RHZE → iniciar fase de manutenção (RH) e reavaliar com nova baciloscopia/cultura.
A persistência de baciloscopia positiva após 2 meses de tratamento com RHZE (fase intensiva) não indica necessariamente falha terapêutica ou resistência. É esperado que alguns pacientes ainda apresentem positividade, e a conduta é progredir para a fase de manutenção enquanto se reavalia a resposta.
A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium tuberculosis, que continua sendo um grave problema de saúde pública global. O tratamento da TB pulmonar sensível é complexo e prolongado, visando a cura do paciente, a interrupção da cadeia de transmissão e a prevenção do desenvolvimento de resistência aos medicamentos. A adesão rigorosa ao esquema terapêutico é crucial para o sucesso. O esquema básico de tratamento para TB pulmonar sensível é dividido em duas fases. A fase intensiva, nos primeiros dois meses, utiliza quatro fármacos (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol - RHZE) para reduzir rapidamente a carga bacilar. A fase de manutenção, nos quatro meses seguintes, utiliza dois fármacos (Rifampicina e Isoniazida - RH) para eliminar os bacilos persistentes e prevenir recaídas. A persistência da baciloscopia de escarro positiva após dois meses de tratamento (ao final da fase intensiva) é um achado comum e não indica, por si só, falha terapêutica ou resistência. Nesses casos, a conduta correta é prosseguir para a fase de manutenção com RH e solicitar uma nova baciloscopia e cultura de escarro para monitoramento. A falha terapêutica é definida pela manutenção da baciloscopia positiva no 5º mês ou pela piora clínica/radiológica, o que demandaria uma investigação mais aprofundada, incluindo testes de sensibilidade.
O esquema básico dura 6 meses. A fase intensiva (2 meses) utiliza Rifampicina (R), Isoniazida (H), Pirazinamida (P) e Etambutol (E). A fase de manutenção (4 meses) utiliza Rifampicina (R) e Isoniazida (H).
A baciloscopia positiva aos 2 meses indica que ainda há bacilos no escarro, mas não necessariamente falha terapêutica. Muitos pacientes ainda podem ter bacilos viáveis ou mortos. A cultura é mais sensível para determinar a viabilidade.
A falha terapêutica é suspeitada se a baciloscopia permanecer positiva no 5º mês de tratamento ou se houver piora clínica/radiológica. A resistência deve ser investigada com testes de sensibilidade aos antimicrobianos.
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