Tuberculose: Hepatite Medicamentosa e Reações Adversas

SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Qual a reação adversa mais comum do tratamento da tuberculose que causa descontinuação do tratamento e necessidade de consultar o serviço de referência para manuseio dessa complicação?

Alternativas

  1. A) trombocitopenia
  2. B) hepatite
  3. C) artralgia
  4. D) hiperuricemia
  5. E) artrite gotosa

Pérola Clínica

Hepatite medicamentosa é a reação adversa mais comum e grave do tratamento da tuberculose, frequentemente levando à descontinuação.

Resumo-Chave

A hepatotoxicidade é a reação adversa mais frequente e clinicamente significativa do tratamento da tuberculose, especialmente devido à isoniazida, rifampicina e pirazinamida. Ela pode levar à interrupção do tratamento e requer manejo especializado para evitar complicações graves.

Contexto Educacional

O tratamento da tuberculose (TB) é um processo complexo e prolongado, fundamental para a cura da doença e para o controle da sua transmissão. O esquema básico, que inclui isoniazida, rifampicina, pirazinamida e etambutol, é altamente eficaz, mas está associado a diversas reações adversas. O conhecimento e o manejo dessas reações são cruciais para garantir a adesão ao tratamento e evitar complicações graves. Entre as reações adversas, a hepatotoxicidade é a mais comum e clinicamente significativa, frequentemente levando à descontinuação do tratamento. A isoniazida, rifampicina e pirazinamida são os principais fármacos hepatotóxicos. Os sintomas de hepatite medicamentosa incluem náuseas, vômitos, dor abdominal, fadiga e icterícia, acompanhados de elevação das enzimas hepáticas (transaminases). Outras reações incluem artralgia e hiperuricemia (pirazinamida), neuropatia periférica (isoniazida) e alterações cutâneas e gastrointestinais. O manejo da hepatotoxicidade exige a suspensão dos medicamentos hepatotóxicos e a avaliação da gravidade do quadro. Após a normalização das enzimas hepáticas, a reintrodução gradual dos fármacos ou a modificação do esquema terapêutico deve ser realizada sob estrita supervisão médica. A monitorização regular da função hepática é essencial durante todo o tratamento, especialmente em pacientes com fatores de risco para hepatotoxicidade, como etilismo, hepatopatias pré-existentes e idade avançada, para garantir a segurança e o sucesso terapêutico.

Perguntas Frequentes

Quais medicamentos antituberculosos são mais frequentemente associados à hepatotoxicidade?

Isoniazida, rifampicina e pirazinamida são os medicamentos mais associados à hepatotoxicidade, sendo a pirazinamida a mais potente nesse aspecto, seguida pela isoniazida e rifampicina.

Quais são os sinais e sintomas de hepatite medicamentosa durante o tratamento da tuberculose?

Os sinais e sintomas incluem náuseas, vômitos, dor abdominal no quadrante superior direito, fadiga, icterícia, urina escura e fezes claras. A elevação das transaminases hepáticas é um achado laboratorial importante que requer atenção.

Como é manejada a hepatite medicamentosa induzida por antituberculosos?

O manejo geralmente envolve a interrupção imediata dos medicamentos hepatotóxicos, monitoramento da função hepática e, após a recuperação, a reintrodução gradual dos fármacos ou a substituição por um esquema menos hepatotóxico, sob supervisão especializada para garantir a conclusão do tratamento.

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