FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
Amostra do lavado broncoalveolar revela numerosos bacilos ácidorresistentes. Qual a intervenção terapêutica adequada:
BAAR positivo em lavado broncoalveolar → Iniciar esquema RIPE (4 drogas) para tuberculose.
A presença de bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR) em amostras respiratórias, como o lavado broncoalveolar, é um forte indicativo de tuberculose ativa. Nesses casos, a terapia antituberculose inicial padrão consiste em um esquema de quatro medicamentos (RIPE: Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida, Etambutol).
A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium tuberculosis, que afeta principalmente os pulmões, mas pode acometer outros órgãos. É uma das principais causas de morbimortalidade global, sendo um desafio de saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento. A transmissão ocorre por via aérea, através de gotículas de pessoas com TB pulmonar ativa. O diagnóstico da tuberculose pulmonar é feito pela identificação do bacilo em amostras respiratórias, como escarro ou lavado broncoalveolar, através da baciloscopia (pesquisa de BAAR) e cultura. A baciloscopia positiva confirma a presença de bacilos e indica alta infectividade. A cultura é mais sensível e permite o teste de sensibilidade aos medicamentos. O tratamento da tuberculose ativa é padronizado e consiste em um esquema de múltiplos medicamentos para garantir a erradicação da bactéria e prevenir o surgimento de resistência. O esquema inicial para casos novos é o RIPE (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol) por dois meses, seguido por Rifampicina e Isoniazida por mais quatro meses. O tratamento deve ser supervisionado para garantir a adesão e o sucesso terapêutico.
O esquema RIPE é composto por Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol.
A combinação de quatro medicamentos é utilizada para garantir a eficácia, prevenir o desenvolvimento de resistência e cobrir diferentes populações bacterianas, especialmente em casos de resistência primária.
Deve-se suspeitar em pacientes com tosse persistente (>3 semanas), febre vespertina, sudorese noturna, perda de peso e hemoptise, especialmente em grupos de risco.
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