Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2024
Paciente do sexo masculino de 64 anos procura seu consultório com queixa de tosse produtiva há 4 semanas. Foi feita investigação diagnóstica com realização de uma radiografia de tórax e 2 baciloscopias, confirmando o diagnóstico de tuberculose pulmonar e iniciado o tratamento com rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol: 4 comprimidos em dose única, uma hora após o café da manhã, sob supervisão de uma enfermeira. Retorna após 10 dias, queixando-se de náuseas e vômitos nos últimos 3 dias. Além de sintomáticos, a conduta MAIS adequada para o caso seria orientar o paciente a
Meds para TB (RIPE) devem ser ingeridos em jejum p/ otimizar absorção e reduzir efeitos gastrointestinais.
A rifampicina e a isoniazida, componentes chave do esquema RIPE para tuberculose, têm sua absorção significativamente reduzida pela presença de alimentos. A ingestão em jejum (pelo menos 1 hora antes ou 2 horas após as refeições) é recomendada para otimizar a biodisponibilidade e, consequentemente, a eficácia do tratamento, além de poder reduzir alguns efeitos gastrointestinais.
O tratamento da tuberculose pulmonar é um pilar fundamental da saúde pública, e o esquema RIPE (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol) é a base da fase intensiva. A eficácia desse tratamento depende diretamente da adesão do paciente e da correta administração dos medicamentos, sendo a farmacocinética um fator crucial. A rifampicina e a isoniazida, em particular, são fármacos cuja absorção é significativamente reduzida pela presença de alimentos. Por isso, a recomendação padrão é que sejam ingeridos em jejum, idealmente 1 hora antes ou 2 horas após as refeições. Embora náuseas e vômitos sejam efeitos colaterais comuns dos antituberculosos, a má absorção devido à ingestão com alimentos pode levar a concentrações subterapêuticas e, paradoxalmente, a um aumento dos efeitos gastrointestinais devido à irritação prolongada ou à ineficácia do tratamento. Orientar o paciente a tomar as medicações em jejum pela manhã é a conduta mais adequada para otimizar a absorção e, consequentemente, a eficácia do tratamento, além de potencialmente mitigar alguns efeitos adversos. A supervisão direta do tratamento (DOT - Directly Observed Treatment) é uma estratégia essencial para garantir a adesão e monitorar os efeitos adversos, permitindo ajustes como o do horário de administração.
Medicamentos como rifampicina e isoniazida têm sua absorção significativamente prejudicada pela presença de alimentos no estômago. A ingestão em jejum garante a máxima biodisponibilidade e eficácia do tratamento.
Náuseas, vômitos, dor abdominal e diarreia são efeitos adversos comuns do esquema RIPE, especialmente da pirazinamida e rifampicina. A ingestão em jejum, apesar de parecer contra-intuitiva para alguns, pode, na verdade, ajudar a reduzir a irritação gástrica em alguns pacientes.
A adesão rigorosa ao tratamento é fundamental para a cura da tuberculose e para prevenir o desenvolvimento de resistência medicamentosa. A administração correta, incluindo o horário e a relação com as refeições, otimiza a eficácia e minimiza efeitos adversos, facilitando a adesão do paciente.
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