HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023
Sobre o tratamento do Tromboembolismo Venoso (TEV) é incorreto afirmar que:
Clopidogrel e AAS são antiplaquetários, NÃO anticoagulantes sistêmicos para tratamento de TEV.
Clopidogrel e ácido acetilsalicílico (AAS) são agentes antiplaquetários, que atuam inibindo a agregação plaquetária, e não são considerados anticoagulantes sistêmicos para o tratamento agudo ou crônico do tromboembolismo venoso (TEV). O tratamento do TEV é baseado em anticoagulantes que atuam na cascata da coagulação, como heparinas, cumarínicos (varfarina) e os novos anticoagulantes orais (DOACs).
O Tromboembolismo Venoso (TEV), que engloba a Trombose Venosa Profunda (TVP) e a Embolia Pulmonar (EP), é uma condição grave com alta morbimortalidade. O tratamento adequado é fundamental para prevenir complicações agudas e crônicas, como a síndrome pós-trombótica e a hipertensão pulmonar tromboembólica crônica. A anticoagulação sistêmica é a pedra angular do tratamento. A fisiopatologia do TEV envolve a formação de trombos nas veias profundas, geralmente dos membros inferiores, que podem se desprender e migrar para a circulação pulmonar. Os anticoagulantes atuam em diferentes pontos da cascata de coagulação para inibir a formação e o crescimento do trombo. As heparinas (não fracionada e de baixo peso molecular) são frequentemente usadas na fase aguda. Os cumarínicos, como a varfarina, são utilizados para tratamento a longo prazo, exigindo monitoramento rigoroso do INR. Os novos anticoagulantes orais (DOACs) representam um avanço significativo, oferecendo eficácia comparável ou superior à varfarina, com menor risco de sangramento e sem a necessidade de monitoramento laboratorial rotineiro. Eles incluem inibidores diretos da trombina (Fator IIa) e inibidores diretos do Fator Xa. É crucial diferenciar esses fármacos dos antiplaquetários (como clopidogrel e AAS), que atuam na agregação plaquetária e são primariamente indicados para doenças arteriais, não sendo a terapia principal para o TEV.
O tratamento de eleição na maioria dos casos de TEV é a anticoagulação sistêmica, que visa prevenir a progressão do trombo, reduzir o risco de embolia pulmonar e evitar recorrências.
As principais classes incluem heparinas (não fracionada e de baixo peso molecular), cumarínicos (varfarina) e os novos anticoagulantes orais (DOACs), que são inibidores diretos da trombina (dabigatrana) ou inibidores do fator Xa (rivaroxabana, apixabana, edoxabana).
Clopidogrel e ácido acetilsalicílico (AAS) são agentes antiplaquetários, que inibem a agregação das plaquetas. Embora importantes na prevenção de eventos arteriais, eles não são eficazes como anticoagulantes para o tratamento do tromboembolismo venoso, que requer inibição da cascata de coagulação.
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