UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2024
Com relação ao tratamento de tricomoníase, é correto afirmar.
Tricomoníase: tratamento sistêmico (metronidazol oral) é superior ao tópico; tratar sintomáticos, assintomáticos e parceiros, inclusive gestantes.
O tratamento da tricomoníase deve ser sistêmico, preferencialmente com metronidazol oral, devido à maior taxa de cura em comparação com a terapia vaginal. É crucial tratar tanto pessoas sintomáticas quanto assintomáticas, bem como os parceiros sexuais, para evitar reinfecção e controlar a disseminação da infecção, incluindo gestantes (geralmente após o primeiro trimestre).
A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, que afeta principalmente o trato geniturinário. É uma das ISTs não virais mais comuns globalmente, com alta prevalência, especialmente em mulheres. A importância clínica reside não apenas nos sintomas incômodos que causa (corrimento vaginal espumoso, prurido, disúria), mas também nas suas associações com aumento do risco de transmissão de HIV, complicações na gravidez (parto prematuro, baixo peso ao nascer) e maior suscetibilidade a outras ISTs. A fisiopatologia envolve a adesão do parasita às células epiteliais do trato geniturinário, onde se replica e causa inflamação. O diagnóstico é feito pela identificação do parasita em amostras de secreção vaginal ou uretral, seja por microscopia direta (visualização de trofozoítos móveis), cultura ou testes moleculares de alta sensibilidade. Deve-se suspeitar de tricomoníase em pacientes com corrimento vaginal atípico, prurido vulvovaginal, disúria ou em parceiros de indivíduos infectados, mesmo que assintomáticos. O tratamento da tricomoníase é essencialmente sistêmico. O metronidazol (dose única de 2g ou 500mg duas vezes ao dia por 7 dias) ou o tinidazol são os medicamentos de escolha. É crucial tratar todos os parceiros sexuais simultaneamente para evitar a reinfecção. Mulheres grávidas também devem ser tratadas, geralmente após o primeiro trimestre, para reduzir os riscos obstétricos. As taxas de cura com terapia oral são significativamente maiores do que com a terapia tópica vaginal, que não consegue erradicar o parasita de locais como a uretra e glândulas periuretrais. O prognóstico é excelente com o tratamento adequado, mas a adesão e o tratamento do parceiro são fundamentais para prevenir recorrências.
As opções de tratamento incluem metronidazol ou tinidazol. A terapia oral com metronidazol (dose única de 2g ou 500mg duas vezes ao dia por 7 dias) é a mais eficaz, com taxas de cura significativamente maiores do que a terapia vaginal com gel de metronidazol.
É fundamental tratar o parceiro sexual para prevenir a reinfecção da paciente e interromper a cadeia de transmissão da infecção. Mesmo que o parceiro seja assintomático, ele pode ser portador do parasita e transmiti-lo novamente.
Sim, mulheres grávidas com tricomoníase devem ser tratadas, geralmente após o primeiro trimestre. A tricomoníase não tratada na gravidez está associada a um risco aumentado de parto prematuro, baixo peso ao nascer e ruptura prematura de membranas. O metronidazol é considerado seguro na gravidez.
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