Hospital do Açúcar - Maceió (AL) — Prova 2015
Gestante de 16 semanas, soropositiva para Toxoplasmose com infecção fetal comprovada pelo exame PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) no líquido amniótico. A MELHOR associação de tratamento é:
Toxoplasmose fetal comprovada → Pirimetamina + Sulfadiazina + Ácido Folínico (e Espiramicina em alguns protocolos).
Com a infecção fetal por Toxoplasma comprovada, o tratamento deve ser intensificado para proteger o feto. A combinação de pirimetamina e sulfadiazina é o pilar, com ácido folínico para prevenir a mielossupressão. A espiramicina pode ser mantida ou descontinuada dependendo do protocolo e da idade gestacional.
A toxoplasmose congênita é uma infecção grave que pode resultar em sequelas neurológicas e oculares significativas para o recém-nascido. Quando a infecção fetal é comprovada, geralmente por PCR no líquido amniótico após amniocentese, a conduta terapêutica muda drasticamente, passando de uma profilaxia da transmissão para um tratamento ativo da infecção fetal. A importância reside em minimizar os danos ao feto e melhorar o prognóstico. A fisiopatologia da toxoplasmose congênita envolve a passagem dos taquizoítos do Toxoplasma gondii através da placenta para o feto. Uma vez no feto, o parasita pode causar inflamação e lesões em diversos órgãos, especialmente cérebro e olhos. O diagnóstico da infecção fetal é feito principalmente pela detecção do DNA do parasita no líquido amniótico via PCR, ou por sinais ultrassonográficos de acometimento fetal. O tratamento de escolha para a toxoplasmose fetal comprovada é a combinação de pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico. A pirimetamina e a sulfadiazina atuam sinergicamente contra o parasita, enquanto o ácido folínico é essencial para mitigar os efeitos mielossupressores da pirimetamina. A espiramicina, que é usada na infecção materna sem comprovação fetal, pode ser mantida em alguns protocolos, mas não substitui o esquema tríplice para o tratamento fetal. O tratamento deve ser mantido até o parto e, em muitos casos, continuado no recém-nascido.
Para infecção materna sem infecção fetal comprovada, usa-se espiramicina para reduzir a transmissão. Com infecção fetal comprovada, o tratamento é com pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico, visando tratar o feto.
O ácido folínico é administrado para prevenir a mielossupressão (efeitos adversos na medula óssea) causada pela pirimetamina, que é um antagonista do folato.
Os riscos incluem aborto espontâneo, parto prematuro, hidrocefalia, calcificações intracranianas, coriorretinite, microcefalia, hepatoesplenomegalia e retardo do desenvolvimento neuropsicomotor.
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