Toxoplasmose Congênita: Protocolo de Tratamento e Monitoramento

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2022

Enunciado

Após confirmação diagnóstica de toxoplasmose congênita o tratamento deve ser feito: I - Sulfadiazina - 100mg/kg/dia, v.o. de 12/12 horas; Pirimetamina -2mg/kg/dia via oral por dois dias, cada 12 horas e posteriormente 1mg/kg/dia, dose única diária; Ácido folínico - para combater a ação anti-fólica da pririmetamina, com supressão medular, preconiza-se 5 a 10mg três vezes na semana. Manter por uma semana após a retirada da pirimetamina. II - A sulfadiazina e a pirimetamina associadas ao acido folinico são usados por seis meses sob monitoração hematológica semanal e depois mensal. III - No segundo período (últimos seis meses) a sulfadiazina é usada diariamente, a pirimetamina em dias alternados (três vezes na semana); se ocorrer neutropenia aumenta-se o acido folinico para 10mg diariamente e em situações graves com leucócitos menor que 500/mm³ não interrompe-se a pirimetamina. Estão corretas:

Alternativas

  1. A) I, II e III
  2. B) Apenas a I
  3. C) Apenas II
  4. D) Apenas I e II

Pérola Clínica

Tratamento toxoplasmose congênita: Pirimetamina + Sulfadiazina + Ácido Folínico por 12 meses, com monitoramento hematológico.

Resumo-Chave

O tratamento da toxoplasmose congênita é complexo e prolongado, envolvendo a combinação de pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico por 12 meses. O ácido folínico é essencial para mitigar os efeitos mielossupressores da pirimetamina, e o monitoramento hematológico é semanal nos primeiros meses.

Contexto Educacional

A toxoplasmose congênita é uma infecção parasitária grave causada pelo Toxoplasma gondii, transmitida da mãe para o feto. Pode resultar em sequelas neurológicas, oculares e sistêmicas significativas se não tratada adequadamente. O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são cruciais para minimizar os danos e melhorar o prognóstico da criança. O tratamento da toxoplasmose congênita é complexo e prolongado, geralmente por 12 meses. A terapia padrão envolve a combinação de pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico. A pirimetamina e a sulfadiazina atuam sinergicamente contra o parasita, enquanto o ácido folínico é administrado para contrabalançar os efeitos mielossupressores da pirimetamina, que é um antagonista do folato. Durante o tratamento, é imperativo um monitoramento hematológico rigoroso, inicialmente semanal e depois mensal, para detectar e manejar a mielossupressão. Em casos de neutropenia, a dose de ácido folínico pode ser aumentada, e a pirimetamina não deve ser interrompida abruptamente, a menos que a mielossupressão seja grave e refratária. A adesão ao esquema e o acompanhamento multidisciplinar são fundamentais.

Perguntas Frequentes

Qual é o esquema medicamentoso principal para toxoplasmose congênita?

O esquema medicamentoso principal para toxoplasmose congênita consiste na combinação de pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico, administrados por um período de 12 meses.

Por que o ácido folínico é essencial no tratamento da toxoplasmose congênita?

O ácido folínico é essencial para combater os efeitos mielossupressores da pirimetamina, que é um antagonista do folato. Ele previne ou minimiza a supressão medular, como a neutropenia e a trombocitopenia, sem interferir na eficácia da pirimetamina contra o Toxoplasma gondii.

Com que frequência o monitoramento hematológico é necessário durante o tratamento?

O monitoramento hematológico é crucial e deve ser realizado semanalmente nos primeiros seis meses de tratamento, e depois mensalmente nos seis meses seguintes, para detectar e manejar precocemente a mielossupressão induzida pela pirimetamina.

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