CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2012
Sobre o ácido folínico no tratamento clássico da toxopolasmose, é correto afirmar:
Ácido folínico + Pirimetamina → Previne anemia/leucopenia sem anular efeito antiparasitário.
A pirimetamina inibe a diidrofolato redutase; o ácido folínico (leucovorin) é adicionado para fornecer folato às células humanas, prevenindo a toxicidade medular.
O esquema clássico para toxoplasmose envolve a combinação de sulfadiazina e pirimetamina, que atuam sinergicamente no bloqueio da síntese de purinas do parasita. No entanto, a pirimetamina possui afinidade pela diidrofolato redutase humana, podendo causar depressão da medula óssea. O ácido folínico (leucovorin) é essencial para manter a hematopoiese normal durante o tratamento prolongado, especialmente em pacientes imunocomprometidos ou gestantes, garantindo a segurança do paciente sem comprometer a ação terapêutica contra o parasita.
Ele serve para prevenir a toxicidade hematológica (anemia, leucopenia, trombocitopenia) causada pela pirimetamina, que interfere no metabolismo do folato ao inibir a diidrofolato redutase humana.
A pirimetamina inibe a enzima diidrofolato redutase, impedindo a conversão do ácido fólico em sua forma ativa (tetraidrofolato). O ácido folínico já é a forma reduzida e pula essa etapa enzimática bloqueada.
Não, pois o Toxoplasma gondii não possui transportadores para captar folato exógeno pré-formado, dependendo exclusivamente da síntese endógena, ao contrário das células dos mamíferos.
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