FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2016
O tratamento do Tabagismo na Atenção Básica deve ser abordado da seguinte forma:
Tabagismo na Atenção Básica: Abordagem cognitivo-comportamental + farmacoterapia para alta dependência.
O tratamento do tabagismo na Atenção Básica deve ser abrangente, combinando a abordagem cognitivo-comportamental com o suporte farmacológico, especialmente para pacientes com alto grau de dependência, visando aliviar os sintomas de abstinência e aumentar as chances de sucesso na cessação.
O tratamento do tabagismo na Atenção Básica é uma estratégia de saúde pública de grande impacto, visando reduzir a prevalência do tabagismo e suas consequências. A abordagem deve ser multifacetada, combinando intervenções psicossociais e, quando indicado, farmacológicas. A Atenção Básica é o cenário ideal para essa intervenção devido à sua capilaridade e ao vínculo com a comunidade, permitindo um acompanhamento contínuo e acessível. Para pacientes com alto grau de dependência de nicotina, a combinação de terapia cognitivo-comportamental (TCC) com tratamento farmacológico é a estratégia mais eficaz. A TCC ajuda o paciente a identificar gatilhos, desenvolver estratégias de enfrentamento e modificar comportamentos relacionados ao fumo. A farmacoterapia, com medicamentos como bupropiona, vareniclina ou terapia de reposição de nicotina, atua aliviando os sintomas da síndrome de abstinência, que são um dos principais obstáculos para a cessação. É crucial que os profissionais da Atenção Básica estejam capacitados para realizar essa abordagem, oferecendo suporte e acompanhamento. O encaminhamento para ambulatórios especializados deve ser reservado para casos mais complexos ou refratários ao tratamento inicial, e não como primeira opção para todos os pacientes com alta dependência. A compreensão desses princípios é fundamental para a atuação do residente na promoção da saúde e prevenção de doenças crônicas.
A abordagem inicial envolve o aconselhamento breve e a identificação do grau de dependência. Para pacientes com alto grau, a combinação de terapia cognitivo-comportamental e farmacoterapia é recomendada.
Os principais medicamentos incluem a bupropiona, a vareniclina e a terapia de reposição de nicotina (adesivos, gomas, pastilhas), que ajudam a reduzir os sintomas da síndrome de abstinência.
O encaminhamento para um especialista (pneumologista, psiquiatra) é indicado para casos complexos, como falha terapêutica após múltiplas tentativas, comorbidades psiquiátricas graves ou outras condições médicas que dificultem o manejo na Atenção Básica.
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