Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021
Qual o tratamento específico de escolha da síndrome nefrótica em pediatria?
Síndrome nefrótica em pediatria → Corticoterapia é o tratamento específico de escolha para induzir remissão.
A corticoterapia, geralmente com prednisolona, é a primeira linha de tratamento para a síndrome nefrótica idiopática em crianças, visando induzir a remissão da proteinúria e reduzir o edema, sendo altamente eficaz na maioria dos casos.
A síndrome nefrótica em pediatria é uma condição renal caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. A forma mais comum é a síndrome nefrótica idiopática, que responde bem à corticoterapia e é a principal causa de síndrome nefrótica na infância. É uma doença crônica que pode apresentar recidivas e requer acompanhamento cuidadoso. A fisiopatologia envolve um aumento da permeabilidade da barreira de filtração glomerular, levando à perda de proteínas na urina. O diagnóstico é clínico e laboratorial, baseado nos critérios já mencionados. A corticoterapia é o tratamento de primeira linha, sendo a prednisolona o fármaco mais utilizado para induzir a remissão, devido à sua capacidade de modular a resposta imune e reduzir a inflamação glomerular. O tratamento com corticosteroides visa reduzir a proteinúria e o edema. A maioria das crianças com síndrome nefrótica idiopática é corticossensível, apresentando remissão completa. O prognóstico é geralmente bom para as formas corticossensíveis, mas o manejo das recidivas e dos efeitos adversos da medicação é um desafio importante na prática clínica, podendo exigir o uso de imunossupressores poupadores de corticoides em casos de corticodependência ou corticoresistência.
Os critérios diagnósticos incluem proteinúria maciça (>40 mg/m²/h ou relação proteína/creatinina urinária >2), hipoalbuminemia (<2,5 g/dL), edema generalizado e hiperlipidemia. A biópsia renal é reservada para casos atípicos ou resistentes.
Geralmente, inicia-se com prednisolona oral 2 mg/kg/dia (máx. 60 mg/dia) por 4-6 semanas, seguida por desmame gradual em dias alternados por mais 2-3 meses. O objetivo é induzir e manter a remissão da proteinúria.
As complicações incluem infecções (especialmente peritonite bacteriana espontânea), trombose (devido à perda de antitrombina III), insuficiência renal aguda, desnutrição e os efeitos adversos da corticoterapia prolongada, como retardo de crescimento e osteopenia.
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