IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2025
Mulher de 32 anos com diagnóstico de síndrome dos ovários policísticos apresenta hirsutismo e ciclos menstruais irregulares. Qual é a primeira linha de tratamento recomendada?
SOP com hirsutismo e ciclos irregulares → Anticoncepcionais orais combinados (ACOs) são a primeira linha de tratamento.
Os anticoncepcionais orais combinados (ACOs) são a terapia de primeira linha para irregularidade menstrual e hirsutismo na SOP. Eles atuam suprimindo a produção de andrógenos ovarianos, aumentando a globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG) e regularizando o ciclo.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é a endocrinopatia mais comum em mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por um espectro de disfunções reprodutivas e metabólicas. Sua importância clínica reside não apenas nos sintomas como irregularidade menstrual, hirsutismo e infertilidade, mas também nas suas consequências metabólicas a longo prazo, como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. A fisiopatologia da SOP é complexa, envolvendo uma interação entre fatores genéticos e ambientais que resultam em hiperandrogenismo e anovulação crônica. A resistência à insulina e a hiperinsulinemia compensatória são elementos centrais, estimulando a produção de andrógenos pelos ovários e suprarrenais. O diagnóstico é baseado nos Critérios de Rotterdam, exigindo a presença de dois dos três achados principais e a exclusão de outras patologias com quadro clínico semelhante. O tratamento da SOP é direcionado aos sintomas e objetivos da paciente. Para mulheres que não desejam engravidar e apresentam irregularidade menstrual e/ou hirsutismo, os anticoncepcionais orais combinados são a primeira linha. Eles regularizam o ciclo, reduzem o hiperandrogenismo e protegem o endométrio. Modificações no estilo de vida, como dieta e exercícios, são fundamentais para todas as pacientes, especialmente aquelas com sobrepeso ou obesidade, visando melhorar a sensibilidade à insulina e o perfil metabólico.
Utilizam-se os Critérios de Rotterdam, sendo necessários 2 de 3: 1) Oligo ou anovulação (ciclos irregulares); 2) Sinais clínicos ou bioquímicos de hiperandrogenismo; 3) Ovários policísticos à ultrassonografia, após exclusão de outras causas.
Eles regularizam os ciclos menstruais, suprimem a produção de LH e, consequentemente, a produção de andrógenos ovarianos. Além disso, o componente estrogênico aumenta os níveis de SHBG, reduzindo a fração livre de testosterona.
A SOP está associada a um maior risco de comorbidades metabólicas, como resistência à insulina, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia e síndrome metabólica, além de risco aumentado para hiperplasia e câncer de endométrio.
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